Category Archives: Prematuro

Bactérias podem ser as responsáveis por partos prematuros

O parto prematuro de bebês pode ser causado por bactérias especificas, pelo menos é o que revela um estudo divulgado recentemente na publicação científica americana “Plos One”. O resultado pode ajudar na busca por um melhor tratamento para mulheres que correm o risco de dar à luz antes do tempo. O trabalho sugere que certas bactérias podem levar ao afinamento das membranas ao redor do bebê, tornando mais fácil que elas se rasguem.

Essa ruptura precoce provoca quase um terço de todos os nascimentos prematuros de bebês, aponta a pesquisa. Em situações normais, a membrana que compõe a bolsa que envolve o bebê dentro da barriga da mãe só é rompida no início do trabalho de parto. Se isso acontece antes da formação do bebê, a medicina dá o nome de Ruptura Prematura das Membranas (PPROM, na sigla em inglês).

Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Duke, na Corolina do Norte, também constataram um alto número de bactérias no local onde as membranas se rompem, o que está associado ao seu afinamento. “Se as bactérias são a causa e não a consequência da ruptura, pode ser possível desenvolver novos tratamentos, ou mesmo elaborar uma tela para as mulheres em risco” conclui o trabalho.

Se pensarmos que certas bactérias estão associadas a ruptura prematura das membranas, podemos rastreá-las no início da gravidez. Assim, é possível tratar as mulheres com antibiótico e reduzir os riscos. Ainda faltam alguns passos a serem dados, mas esse estudo nos permite pensar ainda em intervenções terapêuticas a serem exploradas, disse à BBC News a responsável pelo trabalho e pesquisadora da Escola de Medicina da Universidade de Duke Amy Murtha.

O grupo de cientistas examinou amostras de membranas em 48 mulheres que haviam acabado de dar à luz, incluindo aquelas que sofreram ruptura. Eles descobriram bactérias estavam presentes em todas as membranas. A maior quantidade, no entanto, se encontravam em quem sofreu o PPROM.

Para Patrick O’Brien, especialista do “Royal College of Obstetricians and Gynaecologists”, que fica em Londres, na Inglaterra, diante dessa nova descoberta, o que a medicina realmente precisa fazer é entender o mecanismo detalhado de como as bactérias agem antes de seguir para os próximos passos.

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Vídeo = Vídeo mostra primeiro ano de bebê prematuro e vira hit na internet

O vídeo do primeiro ano de vida de Ward Milles, um bebê nascido três meses e meio antes do tempo, virou sucesso na internet e já teve mais de 3,1 milhões de visualizações. O vídeo foi postado pelo pai do garoto, o fotógrafo americano Benjamin Scot Miller, no dia 1º de novembro.

O filme foi uma surpresa de Benjamin para o aniversário de 32 anos de sua mulher, Lyndsey Miller. Coincidentemente, no mesmo dia, eles comemoravam um ano desde que o bebê viera do hospital para casa.

Ward Miller passou seus primeiros 107 dias internado. Em seu décimo dia de vida, os médicos fizeram um exame para detectar possíveis sangramentos no cérebro. O resultado seria dado por meio de notas que iam de um a quatro, sendo quatro o caso mais grave. Ward recebeu nota dois para um dos lados do cérebro e quatro para o outro.

Ben Scot lembra o desespero do casal, já que os sangramentos poderiam levar a problemas mais graves futuramente e não havia nada que pudesse ser feito para corrigir o problema. Mas a criança resistiu e hoje já completou 16 meses. Atualmente, Ward está aprendendo a engatinhar e a andar, e já pronuncia algumas palavras, segundo relatou o pai ao jornal Huffington Post.

Assista!
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Projeto de Limeira com prematuros é premiado e vira referência no país

Um projeto desenvolvido com bebês prematuros em Limeira (SP), voltado à prevenção e à detecção precoce de deficiências, venceu o Prêmio Criança 2012, da Fundação Abrinq, e passou a ser referência para este tipo de assistência em todo o país. Realizado pela Associação de Reabilitação Infantil Limeirense (Aril), o Programa de Apoio e Estimulação do Bebê (Paeb) atendeu 135 bebês desde o final de 2010 até agora e 87 estão em atendimento ambulatorial na entidade.
Projeto de Limeira com prematuros é premiado e vira referência no país


Pelo projeto, pais de bebês nascidos na UTI Neonatal da Santa Casa de Limeira recebem orientações sobre como estimular adequadamente os prematuros, que por esta condição têm mais riscos de desenvolver deficiências cognitivas e motoras. Sete profissionais (assistente social, enfermeira, fisioterapeuta, fonoaudióloga, nutricionista, terapeuta ocupacional e psicóloga) participam das reuniões, que acontecem duas vezes por semana.
"O bebê também passa por triagem multidisciplinar no setor de reabilitação para definir diagnóstico, elegibilidade e proposta de trabalho individualizado. Além disso, a equipe encaminha os casos em que há necessidade de outros tipos de atendimento especializado por meio de parcerias com a rede pública. Em se tratando destas crianças, quanto mais precoce for a intervenção, melhor será o resultado", disse a coordenadora do Paeb, Andreza Soares Barbosa.


O projeto tem como referência as seguintes fases da prevenção: primária (para evitar a instalação de deficiências), secundária (uma vez instalada a deficiência, permitir o diagnóstico rápido e o tratamento para impedir limitações permanentes) e a terciária (proporcionar atendimento adequado às pessoas com deficiência para que as sequelas não sejam agravadas). Não existe na rede pública de Limeira, segundo a coordenadora do Paeb, trabalho de intervenção precoce com bebês de risco como o realizado na Aril.

Além da Aril, outros 201 projetos de todo o Brasil foram inscritos para concorrer ao Prêmio Criança da Fundação Abrinq. Do total, 10 foram classificados como finalistas e os quatro vencedores (dois desenvolvidos por empresas e dois por organizações sociais) foram conhecidos na quinta-feira. Além de Limeira, foram premiadas duas iniciativas do Estado de São Paulo e uma do Ceará. Esta é a primeira vez que a Aril conquista o prêmio.

Pesquisa feita em 19 países, inclusive no Brasil, mostra que as mães não recebem as informações necessárias para cuidar dos filhos prematuros. No país, de cada 14 bebês que nascem, um é prematuro. Ou seja, as mães estavam com menos de 37 semanas de gestação. O parto ideal é próximo à 40ª semana.
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O que é parto prematuro?

A gestação do bebê humano, da concepção ao parto, dura cerca de nove meses (entre 37 e 42 semanas). Esse é o tempo necessário para que todos os órgãos do feto estejam adequadamente formados e adquiram um amadurecimento funcional mínimo que os torne viáveis no mundo ambiente, mesmo que ainda dependam de auxílio externo. Ainda assim, ao fim desse tempo muitas estruturas orgânicas ainda não estão acabadas, nem em pleno funcionamento, como os órgãos dos sentidos, a fala, a coordenação neuromuscular e o sistema imunológico, entre outras, e têm que terminar sua evolução no útero social, por assim dizer. O parto realizado ao término da gestação normal é dito parto a termo. Fala-se em parto prematuro quando o nascimento do bebê se dá entre 22 e 37 semanas, já que um bebê nascido antes de 22 semanas não é viável. O bebê nascido de parto prematuro é também um bebê prematuro e tem suas estruturas e funcionamentos orgânicos ainda precários, necessitando de auxílios maiores para sobreviver. Em certas situações especiais, o apressamento do parto pode ser uma opção médica, no entanto, na maioria dos casos, o parto prematuro ocorre espontaneamente. O bebê que nasce prematuro após 34 semanas de gestação costuma não ter muitos problemas, mas o que nasce num tempo menor que esse necessita atenções quanto à manutenção da temperatura, respiração, infecções, alimentação, etc. Os que nascem num tempo de gestação menor de sete meses, em geral necessitam completar seu período de gestação numa UTI neonatal. Quais são as causas ou os fatores de risco para o parto prematuro? A maioria dos nascimentos prematuros ocorre espontaneamente, mas há causas que podem precipitar o parto. As causas de parto prematuro incluem: 1) Placenta prévia (placenta cobre parcial ou totalmente o colo do útero). 2) Descolamento prematuro da placenta (placenta se separa do útero antes do parto). 3) Gravidez de gêmeos (dois ou mais). 4) Polidrâmnio (quantidade excessiva de líquido amniótico). 5) Infecções uterinas. 6) Estresse psicológico grave. São fatores de risco para o parto prematuro: 1) Parto prematuro anterior. 2) Gestação de bi ou trigêmeos (ou mais). 3) Cirurgia anterior do colo do útero (inclusive biópsia). 4) Anomalias anatômicas do útero. 5) Sangramentos uterinos, sobretudo nos dois últimos terços da gravidez. 6) Uso de drogas, álcool ou tabaco. 7) Alguns tipos de infecções. 8 ) Baixo peso da mãe antes da gestação ou excessivo ganho de peso durante a gestação. 9) Líquido amniótico em excesso. 10) Anemia materna moderada ou grave durante a gravidez. 11) Pequeno intervalo entre as gestações (menos de 12 a 18 meses). 12) Cirurgia abdominal durante a gravidez. A cor negra da mãe e a idade dela (menor de 17 anos ou maior de 35 anos) também parecem favorecer o parto prematuro. No entanto, as mulheres acima de 35 anos são mais propensas a apresentar condições de saúde que exigem que o trabalho de parto seja apressado. Quais são os sinais que podem prenunciar uma tendência ao parto prematuro? 1) Contrações uterinas a cada dez minutos ou menos. 2) Esvaecimento e dilatação progressiva do colo útero. 3) Dor constante ou irregular na região lombar. 4) Cólicas abdominais. 5) Pressão na região pélvica ou na vagina. 6) Cólicas semelhantes às da menstruação. 7) Aumento do corrimento vaginal. 8 ) Perda de líquido pela vagina. 9) Sangramento vaginal. 10) Náuseas, vômitos ou diarreias. 11) Diminuição dos movimentos fetais. Na verdade, alguns desses sinais são também os sintomas que antecedem um parto normal a termo, mas você deve estar atenta a eles se ocorrerem antes da hora prevista. Em um falso trabalho de parto ocorrem apenas contrações irregulares e não há modificações significativas no colo do útero. Em caso de dúvidas, consulte sempre o seu obstetra para esclarecimentos. Quais são as medidas que ajudam a evitar o parto prematuro? 1) Evite o consumo de álcool. O álcool chega ao feto na mesma concentração presente no sangue da mãe, mas o organismo dele demora mais para eliminá-lo. 2) Siga a dieta recomendada pelo médico que acompanha seu pré-natal. Lembre-se de que durante a gestação certos alimentos devem ser privilegiados e outros evitados. 3) Faça exercícios para fortalecer a sua musculatura. Os exercícios bem orientados colaboram para a perda de peso após a gestação e fortalecem a musculatura do assoalho pélvico, ajudando na hora do nascimento do bebê e evitando lesões após o parto. 4) Ingira doses adequadas de vitamina B12. A vitamina B12 é responsável pelo desenvolvimento dos glóbulos vermelhos do feto. Ela pode ser encontrada em laticínios, carnes magras, ovos e cereais. 5) Mantenha sua vacinação em dia. Algumas doenças evitáveis pela vacinação podem fazer adiantar o parto. 6) Tome ácido fólico. O ácido fólico atua contra o parto prematuro e dificilmente se consegue a dose ideal dele para o organismo por meio apenas da alimentação. O que pode ser feito para evitar o parto prematuro? Uma vez detectada a tendência à prematuridade do parto, podem ser adotadas algumas medidas para adiá-lo. O tratamento para tentar evitar o parto prematuro inclui: 1) Tranquilização da mãe. 2) Repouso absoluto na cama (deitada de preferência do lado esquerdo). 3) Administração venosa de líquidos e de medicações que relaxem o útero. Infelizmente, muitas vezes nem todas essas medidas são suficientes para evitar a prematuridade do parto.
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Video = O Amor Vem Mais Cedo | 5º Episódio de uma História Real de um Bebê Prematuro

Para quem esta acompanhando os vídeos que temos postado, hoje vamos mostrar de que a Addyson está cada dia mais forte, saudável e quase pronta para a "alta". Após 3 longos meses, finalmente Lauren e Aaron levarão a pequena Addyson para casa. Um misto de emoção e nervosismo. Hora de preparar a casa para receber esse pequeno milagre e segurar a emoção. Confiram no vídeo abaixo o 5º episódio de "O Amor Vem Mais Cedo".
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Video = O Amor Vem Mais Cedo | 4º Episódio de uma História Real de um Bebê Prematuro

TRago hoje o quarto eposiório da emocionante série "O Amor Vem Mais Cedo", contando a história real de um bebê prematuro e sua familia. Hoje mostrando que a vida continua, e que o irmãozinho precisa também de atenção, e como isto é complicado de lidar.
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Video = O Amor Vem Mais Cedo | 3º Episódio de uma História Real de um Bebê Prematuro

Confiram mais no 3º episódio da série "O Amor Vem Mais Cedo" essa montanha-russa de sentimentos, mostrando toda a preocupação, a vontade de estar junto e de querer ser mãe em tempo integral estão deixando Lauren, mãe da pequena Addyson, frustrada.
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Video = O Amor Vem Mais Cedo | 2º Episódio de uma História Real de um Bebê Prematuro

Confiram hoje a continuidade desta série de videos, com o 2º episódio da série "O Amor Vem Mais Cedo", desta vez mostrando o emocionante encontro de Logan, filho mais velho, com sua irmãzinha prematura ainda no hospital. Nas palavras do pai, "é incrível como um menino de dois anos e meio e um bebezinho prematuro podem me dar uma lição", disse Aaron.
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Video = O Amor Vem Mais Cedo | 1º Episódio de uma História Real de um Bebê Prematuro

Queria comentar sobre uma série de vídeos sobre uma linda história de um pequeno milagre e de grande superação, com o título de: "O Amor Vem Mais Cedo", com a história real de um bebê prematuro. Trata-se da história real do Addyson, que nasceu apenas com 25 semanas, e tem um irmãozinho de 2 anos e 5 meses chamado Logan, mostrando um pouco os altos e baixos, as primeiras semanas no hospital com a rotina dos pais, tudo isso e muito mais.
Quem já passou por isto vai se identificar muito com o que é mostrado de uma forma bem legal neste vídeo, que vale a pena todas as grávidas verem e se informarem, pois é bem mais comum do que parece na vida real...
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Video = Saúde Bucal na Gestação

Vejam no vídeo abaixo uma reportagem da Band sobre Saúde Bucal na Gestação.
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Video = Depoimento de uma Mãe de Prematuro

Queria trazer abaixo um vídeo de um depoimento de uma mãe e do pai de um prematuro, que conta a historia do Benjamin, que nasceu de 23 semanas, com apenas 29 centímetros e 660 gramas. Tinha pouquíssima chance de sobreviver. Mas conseguiu! Agora ele completou um aninho, tem saúde e se desenvolve mais a cada dia. Ninguém esperava por isso. Quer dizer, com exceção dos pais, que contam essa história nesse vídeo emocionante.
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Prematuridade= Cerca de 15 milhões de bebês nascem prematuros

Prematuridade é umas das grandes preocupações de uma gestação. De acordo com o relatório da Organização da Mundial (OMS) entitulado: "Born Too Soon: The global action report on preterm birth", que na tradução livre significa: Nascido Cedo Demais: O relatório de ação global sobre o nascimento prematuro, mostra de que a cada ano nascem aproximadamente 15 milhões de bebês prematuros em todo o mundo. E no Brasil, são cerca de 280 mil, segundo o documento.
Prematuridade
As principais causas de partos prematuros são gravidez múltipla, incompetência istmocervical (que é quando a gestante apresenta dilatação do colo do útero já nos primeiros meses de gestação), e infecções (de urina, bucais, resfriados), revela Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora do Instituto Valenciano de Infertilidade, de São Paulo.
"Existem também mulheres que têm parto prematuro, mas que a medicina não sabe como explicar o motivo do fenômeno", afirma.
Sendo que um parto é considerado prematuro quando ele acontece antes de a gestação completar 37 semanas.
"Os bebês prematuros extremos são aqueles que nascem antes de a gravidez completar 30 semanas", explica a médica. "Habitualmente, dependendo da qualidade da maternidade, bebês com cerca de 500 gramas de peso conseguem sobreviver. Mas as condições do hospital são cruciais para o quadro do recém-nascido", alerta.
As gestantes que estão esperando mais de um bebê correm um risco muito maior de ter um parto prematuro. Por conta do peso, o colo do útero sofre muita pressão, o que pode acabar resultando em nascimentos antes do momento adequado. Segundo Silvana, a indicação geral para todas as grávidas de gêmeos é repouso. Sem muito esforço físico, a pressão no útero fica um pouco mais branda. Em casos mais específicos, o obstetra pode receitar medicações. á a incompetência istmocervical é a dilatação do colo do útero nos primeiros meses da gestação. O normal é que a dilatação apareça momentos antes do parto, próximo da 40ª semana de gestação. Por conta disso, as mulheres que são portadoras desse distúrbio podem ter o bebê antes do tempo. O problema pode ser solucionado com uma cirurgia chamada de cerclagem. Na operação, que será feita durante a gravidez, o médico vai dar um ponto em volta do colo do útero e deixará o local fechado até o dia do parto. A dilatação precoce, na maioria das vezes, é detectada no decorrer das consultas de pré-natal. Uma das principais causas de incompetência de istmocervical é o aborto feito sem o devido acompanhamento médico. O aborto provocado, feito em locais clandestinos, por profissionais que atuam na ilegalidade, pode acabar dilatando o colo de útero de maneira muito agressiva. Posteriormente, quando essa mulher decide engravidar, ela pode desenvolver esse problema. Qualquer tipo de infecção durante a gestação pode trazer riscos de parto prematuro. O acúmulo das bactérias circulando no organismo pode estimular as contrações uterinas. Nesses casos, as infecções devem ser tratadas. Mesmo que o tratamento seja feito com outro especialista, o obstetra tem que estar ciente de todas as medicações que a paciente está tomando. O tratamento diminui as chances de ocorrer um nascimento antes do tempo.
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Limites para prematuridade de bebês

Avanços no cuidado neonatal estão permitindo a sobrevivência de bebês cada vez menores, alargando os chamados limites de viabilidade. Esse limite significa o tempo de gestação após o qual o feto é capaz de viver fora do útero, sem ajuda artificial. A discussão sobre o tema ganhou um novo capítulo com um estudo publicado na revista médica "Pediatrics" deste mês, que acompanhou dois dos menores recém-nascidos já descritos na literatura médica, que são a Madeleine, que nasceu em 1989 após 26 semanas e meia de gestação, com 280 g. Rumasia nasceu em 2004, com 25 semanas e 260 g. As duas tiveram desenvolvimento motor e linguístico normal, apesar de um atraso no crescimento e no ganho de peso. O uso de remédios para amadurecer os pulmões dos fetos e o sexo feminino foram fatores determinantes para a boa saúde delas, segundo os autores, do Centro Médico Universitário Loyola, em Illinois, nos EUA. Para eles, ainda que prematuros de extremo baixo peso atraiam grande atenção da mídia, nem sempre são abordados os riscos e o desenvolvimento dos bebês no futuro. Mesmo assim, o fato de as duas meninas, prematuras extremas (com menos de 28 semanas, sendo que o normal é de 37 a 40) terem crescido bem demonstra que é preciso ampliar a discussão sobre os parâmetros de viabilidade, concluem os autores. O que põe ainda mais lenha na fogueira é a experiência japonesa em relação à sobrevida de prematuros extremos. Um estudo, também publicado na "Pediatrics", mostrou um aumento de 49% na taxa de sobrevivência de bebês de 22 a 23 semanas e de 81% na de prematuros de 24 a 25 semanas. Os dados foram colhidos entre 2000 e 2006.
Limites para prematuridade de bebês
"No Brasil, estamos longe disso. No país todo, o limite mínimo está por volta das 27 semanas. Em hospitais particulares, pode chegar a 24 ou 25", diz Suely Dornellas, neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana.
Segundo João Bortoletti, do departamento de medicina fetal do Hospital Santa Catarina, os limites diminuem "assustadoramente" e dependem da qualidade do berçário.
"Vamos ter bebês cada vez menores, mas tratar de forma rotineira recém-nascidos de 23 semanas é um sonho muito distante."
Há 50 anos, ninguém acreditaria que um bebê de 26 semanas sobreviveria. Mas, uma hora, esse limite vai parar de diminuir. Vai contra a genética. Mas infelizmente estes limites mais baixos trazem consequências. Por um lado, salvam mais bebês da década de 80 para cá, mas, por outro, começamos a ver mais sequelas, como doenças respiratórias. Os médicos afirmam que, abaixo de 27 semanas, o risco de dificuldades neurológicas, como problemas motores, de concentração ou até paralisia cerebral, é de 25%. No Japão, é comum o tratamento de prematuros extremos, de 22 a 23 semanas ou com menos de 500 g. Uma razão para isso, segundo a pesquisa sobre a experiência do país, é a falta de informação a respeito de efeitos da prematuridade a longo prazo. Para Miriam Rika, neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz, há pouca discussão no Brasil sobre a reanimação de bebês extremamente prematuros.
"Não temos o hábito de discutir com a família a porcentagem de mortalidade, então se tenta reanimar todo bebê com mais de 23 semanas e 400 g. Há países na Europa em que os próprios pais já pedem que não reanime se houver parada cardíaca, por causa das sequelas."
A tendência é de um número cada vez maior de nascimentos antes das 37 semanas de gestação. Gravidez tardia, uso de reprodução assistida e aumento das gestações múltiplas são algumas causas.
Limites para prematuridade de bebês
No Brasil, estudos apontam uma taxa de até 15% de prematuros.
"A gente luta para que o pré-natal seja adequado, para diminuir a prematuridade, mas a mudança cultural está indo na corrente oposta", diz dornellas.
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Video = Como uma grávida consegue evitar que seu parto seja prematuro? Isso é possivel?

Como uma grávida consegue evitar que seu parto seja prematuro? Isso é possivel? Veja a resposta no video abaixo com a ginecologista Dra. Carla Cesar.
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Trabalho de parto mais longo da história = 75 dias

A história é curiosa e aconteceu na Polônica, aonde grávida de trigêmeos, Joanna Krzysztonek passou por trabalho de parto muito complicado para poder dar à luz. Ela perdeu um dos bebês e, com risco de infecção no útero, ficou 75 dias em uma posição desconfortável para poder salvar a vida de dois filhos. Segundo o tablóide Daily Mail, um dos bebês acabou nascendo antes da hora, em dezembro de 2011, e não conseguiu sobreviver. Para evitar a morte dos outros dois, Krzysztonek precisou deitar em uma posição de 35 graus para trás. A posição a deixava tonta, mas a ideia era deixar a cabeça dela abaixo da altura do quadril e funcionou. No dia 15 de fevereiro deste ano, a mãe fez uma cesariana e nasceram Iga e Ignacy, após oito meses de gestação. Vieram ao mundo prematuros, mas com vida e ainda estão na incubadora. De acordo com os médicos, os bebês devem deixar o hospital em breve. Segundo o Daily Mail, o trabalho de parto foi o "mais demorado da história".
Trabalho de parto mais longo da história = 75 dias
Joanna Krzysztonek acabou dando à luz a nenê Iga e o menino Ignacy um mês e meio depois, em 15 de fevereiro, em uma clínica neonatal na cidade de Wroclaw, no sudoeste da Polônia, e disse que a ideia de se deitar em uma posição esquisita durante semanas acabou não a incomodando.
"Vi com alívio que havia uma chance de manter a gravidez e dar aos bebês uma chance de que nascessem bem", disse ela à Reuters.
O chefe da obstetrícia de Wroclaw e da clínica neonatal onde Krzysztonek deu à luz, Mariusz Zimmer, disse que os médicos conseguiram aliviar as contrações de Krzysztonek, mas consideram que ela tenha ficado em trabalho de parto desde o nascimento do primeiro bebê.
"Esse procedimento - de dar à luz - tem um começo e um fim. Se o primeiro bebê nasceu, isso significa que o trabalho de parto começou", afirmou Zimmer.
Iga e Ignacy continuam em incubadoras especiais, mas devem deixar o hospital em breve.
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Ampliação da licença maternidade para mães de prematuros é vetada

O deputado Ney Leprevost, Líder da Frente Estadual da Saúde e Cidadania, apresentou recurso à CCJ, Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná, em favor do Projeto de Lei No. 698/11 de sua autoria, que dispõe sobre o acréscimo de 60 dias na licença maternidade das mães que tiveram bebês prematuros ou portadores de enfermidades ou malformações graves. As gestantes que trabalham em empresas situadas no Estado do Paraná teriam direito a este benefício.
Ampliação da licença maternidade para mães de prematuros é vetada
Ney baseou sua proposta no fato de que os cuidados que um bebê prematuro ou com malformação grave necessita são inúmeros, e, dentre eles, o aleitamento materno e a presença indispensável e integral da mãe nos primeiros meses de vida são os principais.
“Hoje em dia com a modernização da medicina, prematuros nascidos aos cinco meses de gravidez e com menos de um quilo têm plenas condições de se desenvolverem normalmente, mas suas mães precisam contar com um tempo maior de licença, uma vez que nos primeiros meses de vida eles são mantidos nas incubadoras”, justifica Ney.
O projeto, apresentado em agosto de 2011, recebeu o número 689/11 e foi encaminhado para análise da Comissão de Constituição e Justiça, onde foi vetado. Com o recurso, a relatoria foi destinada ao deputado Caíto Quintana. Ney pede às mães, gestantes, pediatras e demais profissionais da área da saúde que se comuniquem com seus parlamentares a fim de sensibilizá-los sobre a importância deste projeto. Fica então aqui o nosso apoio!
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Video = Mães adolescentes e bebês prematuros se tornam um drama comum em maternidades do Brasil

Mães adolescentes e bebês prematuros se tornam um drama comum em maternidades do Brasil. A grande quantidade de bebês que nascem prematuros se deve a muitas mulheres serem ainda adolescentes e não fazerem o pré-natal adequado. O próprio organismo dessas jovens ainda não está preparado para suportar uma gravidez. Vejam mais a respeito desta situação no video abaixo.
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Projeto Acolher & as consequências emocionais de um parto prematuro para a mulher e para o bebê

Queria comentar aqui com vocês sobre um projeto que vale a pena conhecer e ajudar! Trata-se do “Projeto Acolher”, que é fruto das experiências pessoais vividas pela doula e psicóloga Débora Meister Ortola, que depois de vivenciar gestação e parto complicados em 1999, e ter sua filha internada em uma UTI neonatal, Débora passou a se interessar pelas questões referentes as consequências emocionais de um parto prematuro para a mulher e para o bebê, assim como sobre as dificuldades que isso poderia acarretar no estabelecimento do vínculo mãe-filho.
Projeto Acolher
Quando começou a se preparar para engravidar pela segunda vez queria realizar seu sonho de ter um parto normal. Conheceu a humanização do parto e apaixonou-se. Desde então, formou-se como doula e buscou na formação em psicologia ferramentas para compreender as questões psíquicas que envolvem a gestação, parto e desenvolvimento do bebê. Tem como missão oferecer atendimento a gestantes de todas as classes sociais, de risco ou não, e também a seus companheiros e bebês. Acredita que cuidando das gestantes e bebês desde o início, ainda na gestação, poderá contribuir para que as relações entre mães/pais e bebês sejam mais saudáveis. Ela ainda conheceu outra parceira de velha data da Zazou, que é a a doula e educadora perinatal Mara Freire em 2005, no Amparo Maternal, e após vários anos se reencontraram em um momento muito especial na vida de ambas descobrindo muitas coisas em comum, sendo a principal delas a imensa paixão e vontade de doar-se para ajudar as gestantes e bebês na caminhada rumo ao nascimento e desenvolvimento. Este é um projeto que será construído, a partir de agora, a quatro mãos e dois corações, engajados em ajudar e trabalhar em favor das gestantes e seus bebês. Para conhecer mais visitem o site do projeto em: http://www.projetoacolher.com
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Velocidade do crescimento do cérebro indica inteligência em bebês prematuros

Para bebês prematuros, a velocidade com a qual o cérebro cresce pode ser um fator das habilidades mentais futuras da criança. Esse fato pode ser um indicativo da importância do período anterior ao parto para o crescimento cerebral. Interrupções nesse processo (como o parto prematuro) poderiam levar a doenças e problemas cognitivos. Pesquisadores da Imperial College (Inglaterra) examinaram 82 crianças que nasceram antes de terem completado 30 semanas de gestação (sendo que uma gravidez normal dura entre 38 e 42 semanas). Logo após o nascimento, os pesquisadores fizeram exames de ressonância magnética nesses bebês, repetindo o procedimento na data em que a gestação das crianças teria sido completada caso não tivesse ocorrido o parto prematuro. Nenhum dos bebês tinha danos cerebrais e enquanto alguns fizeram a ressonância apenas uma vez, outros fizeram o exame até oito vezes. Como esse procedimento utiliza magnetismo, e não radiação, as crianças não correram riscos. Ao completarem 2 e 6 anos de idade, os participantes do estudo fizeram testes de inteligência. Uma análise desses testes mostrou que a taxa de crescimento do córtex cerebral dos bebês durante o período do estudo estava associada aos resultados obtidos pelas crianças nos testes, que mediram atenção, linguagem, memória, planejamento e a conceituação de números. Os bebês cujos córtices cerebrais cresceram entre 5% e 10% a menos que os de outras crianças tiveram notas mais baixas do que o normal nos testes de inteligência administrados aos 6 anos. De acordo com os estudiosos, os resultados da pesquisa podem ajudar médicos e cientistas a compreenderem o que acontece nos cérebros de crianças prematuras que faz com que esses bebês tenham problemas cognitivos no futuro. Os pesquisadores não sabem se os resultados encontrados seriam válidos para crianças que ficaram o tempo ideal em gestação.
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Baixo peso ao nascer pode estar ligado ao autismo

Segundo um novo estudo, bebês que são extraordinariamente pequenos quando nascem têm mais chances do que a média de desenvolver um transtorno do espectro do autismo mais tarde na vida. O estudo, que começou em 1984, acompanhou 1.105 bebês que pesavam menos de 1,81 quilos. Os pesquisadores descobriram que 5% deles preenchiam os critérios para autismo aos 21 anos, uma taxa cerca de cinco vezes maior que na população em geral das crianças. Segundo os cientistas, isso ressalta a importância de examinar todas as crianças, especialmente aquelas que nascem com um peso baixo, para autismo em uma idade jovem. Cerca de 3% dos recém-nascidos nos EUA caem na categoria de baixo peso utilizada pelos pesquisadores (2.000 gramas ou menos). Bebês deste tamanho são normalmente prematuros, mas certas complicações durante a gravidez também podem causar baixo peso ao nascer. Vários estudos anteriores têm sugerido que crianças com baixo peso ou prematuras têm risco maior de autismo. Tal como acontece com o novo estudo, no entanto, não está claro se o baixo peso ao nascer contribui diretamente para o autismo. Os pesquisadores examinaram as crianças periodicamente para várias deficiências e atrasos de desenvolvimento aos 2 anos. Quando os participantes tinham 16, os pesquisadores selecionaram pouco mais da metade deles para exames de autismo. Cerca de 19% testou positivo para algum transtorno do espectro do autismo. Quando as crianças chegaram a 21 anos, os pesquisadores avaliaram uma amostra representativa e descobriram que 14 de 119 preenchiam os critérios formais de diagnóstico de autismo. Estimando estes resultados para os participantes do estudo como um todo, os pesquisadores acreditam que a taxa de transtornos de autismo é de 5%. Em comparação, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças americano estima que 0,9% das crianças de 8 anos nos Estados Unidos têm um transtorno do espectro do autismo. Porém, há uma grande diferença entre a triagem positiva para uma deficiência e receber um diagnóstico de autismo. Este estudo é o primeiro a avaliar o autismo em bebês com baixo peso utilizando os critérios oficiais de diagnóstico para a doença. Segundo os pesquisadores, bebês com baixo peso muitas vezes têm múltiplas deficiências – deficiências cognitivas, de audição e de visão e deficiência motora – e todas elas podem criar um resultado positivo, o que não significa necessariamente que as crianças receberão um diagnóstico de autismo. Ainda assim, todos os pediatras e prestadores de cuidados de saúde primários deveriam fazer triagem para autismo, pois quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o prognóstico para a criança. Embora os pesquisadores não tenham confirmado uma relação de causa e efeito entre baixo peso ao nascer e autismo, as novas descobertas podem ajudar a explicar o recente aumento da taxa de autismo nos EUA. É em parte uma função de consciência e um melhor diagnóstico, mas também porque hoje fazemos um trabalho melhor em manter os bebês pequenos vivos.
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Gravidez precoce aumenta risco de parto prematuro e cegueira infantil

A gravidez entre as adolescentes brasileiras vem caindo, mas ainda atinge índice crítico, pelo menos é o que mostra os indicadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apontam de que 18,2% das mães no País estão na faixa etária de 15 a 19 anos.
Gravidez Precoce
De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, estudos da OMS comprovam que a gestação antes dos 18 anos é um fator de risco para o parto prematuro. Por isso, para ele a gravidez precoce associada à sobrevida de 80% dos bebês prematuros está fazendo a retinopatia da prematuridade crescer no País. A doença representa a segunda causa de cegueira entre as crianças brasileiras. É caracterizada pelo desenvolvimento desordenado dos vasos da retina que pode provocar falhas na circulação, hemorragia e o descolamento da retina que causa cegueira. A estimativa do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) é de que no Brasil ocorrem 30 mil novos casos ao ano. Entre bebês prematuros, 30% são atingidos pela retinopatia e 8% desses ficam cegos. Queiroz Neto explica que isso acontece porque nos bebês que nascem antes do tempo a retina não se encontra completamente vascularizada e pronta para entrar em contato com o ambiente externo. Os pais, ressalta, devem estar mais atentos com filhos de peso inferior a 1,5 quilo ou nascidos antes da 36ª semana da gravidez. Para evitar a perda da visão, ele destaca que deve ser feito um exame de fundo de olho, no máximo, até a sexta semana do nascimento, ou seja, ainda na UTI neonatal. Queiroz Neto afirma que a retinopatia da prematuridade provoca outras alterações nos olhos que podem exigir o uso de correção visual e procedimentos cirúrgicos. As principais são: alto grau de vício refrativo - miopia, hipermetropia ou astigmatismo, - estrabismo, ambliopia e visão subnormal.
retinopatia+da+prematuridade
No estágio inicial da retinopatia, quando só os vasos periféricos sofrem alteração, ele diz que são feitas sessões de crioterapia. Consiste na aplicação de laser através da esclera (parte branca do olho).nos vasos que crescem na periferia da retina. No estágio intermediário são feitas aplicações de lazer dentro do olho e no avançado, quando ocorre descolamento de retina, a única terapia é a retinopexia, uma cirurgia que recoloca a retina em seu leito. O especialista diz que nem todo bebê prematuro desenvolve retinopatia, mas todos devem ter acompanhamento oftalmológico mais frequente para evitar o comprometimento ocular. Nos casos de bebês que precisam usar óculos de grau já nos primeiros meses de vida, a recomendação é manter a criança usando os óculos para estimular o desenvolvimento da visão que só é concluído entre 6 e 8 anos.
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Parto prematuro pode causar surdez congênita

Parto é coisa série e deve receber atenção das gestantes, pois pode trazer consequências a seus bebês. A comunicação é primordial para a sobrevivência do homem, mas nem todos nascem perfeitos, com condições para se comunicar adequadamente. A surdez, por exemplo, é considerada um dos problemas físicos mais incidentes na população mundial.
“Atualmente a medicina possui um amplo banco de estudos que permitiram a evolução nos tratamentos médicos e também na tecnologia que ajuda a melhorar a vida de quem sofre com problemas auditivos”, destaca Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista.
Existem várias causas para a surdez, que caracterizam o tipo de perda auditiva. A surdez congênita, por exemplo, é resultado de problemas que podem atingir o ouvido interno ou outras estruturas centrais.
“A surdez neurossensorial distorce os sons e também prejudica o volume sonoro. É como se os sons fossem interpretados de maneira descoordenada pelo cérebro. Este tipo de perda auditiva pode se manifestar em qualquer idade, inclusive antes do bebê nascer”, ressalta.
Audição do Bebê
Quatro em cada 1000 nascidos vivos sofrem com surdez congênita, segundo estimativas do Instituto Britânico de Pesquisas Auditivas. O parto prematuro ou que tenha problemas durante a sua realização pode ocasionar este problema auditivos na criança. Isto pode ocorrer por falta de oxigênio ou quando o bebê tem icterícia, distúrbio caracterizado pela cor amarela da pele e do branco dos olhos causada pelo excesso de bilirrubina no sangue. “A bilirrubina é um pigmento gerado pelo metabolismo das células vermelhas do sangue e é metabolizada pelo fígado. Quando em excesso o pigmento pode prejudicar o nervo auditivo e as vias auditivas. A deficiência auditiva ainda pode ser causada por fatores hereditários, viroses, como a rubéola e o sarampo e doenças como a sífilis e a toxoplasmose que atingem a mãe durante a gestação, e a ingestão de medicamentos durante a gravidez que lesionam o nervo auditivo.
“Desnutrição, excesso de peso, deficiências nutricionais, alterações na pressão arterial, diabetes e exposição à radiação da mãe podem fazer com que o bebê nasça surdo”, aponta a especialista, que é responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.
A cóclea, parte do ouvido responsável pela sensação auditiva e que tem o formato de um caracol, tem a sua função adulta normal depois da vigésima semana de gestação e o feto já é capaz de reagir a estímulos sonoros intensos.
“Quando a criança nasce ela possui apenas a audição do tipo reflexa e com o passar do tempo, na medida em que o bebê passar por experiências auditivas, o processo de aprendizagem se desenvolve e surgem novas respostas aos sons”, enfatiza.
Muitos pais têm dúvidas em relação aos cuidados com a saúde auditiva dos bebês após o nascimento. Rita esclarece que não é necessário modificar a rotina do lar por causa do recém-nascido.
“O pai e a mãe devem ficar atentos ao volume dos sons do ambiente. Se o ruído estiver incômodo para os adultos, então também estará para a criança. Um cuidado muito importante é não introduzir objetos nos ouvidos do bebê para evitar lesões no sistema auditivo”, acrescenta a especialista.
Durante o banho deve-se evitar a entrada de água nos ouvidos da criança. O ideal é que apenas a região externa da orelha seja lavada e seca com uma toalha macia. Na amamentação também é importante que o bebê seja posicionado corretamente, sempre com o tronco e a cabeça elevados.
“Para a prevenção de deficiências causadas por doenças como meningite e caxumba é fundamental a vacinação no período indicado pelo médico”, finaliza.
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Teste reduz internações e partos prematuros = Medir a quantidade de Fibronectina Fetal

Um teste que mede a quantidade de fibronectina fetal, que é uma proteína produzida durante a gestação e que funciona como um "adesivo" entre as membranas fetais e maternas, é capaz de evitar até 86% das internações de gestantes e partos prematuros. Este foi o resultado de uma recente pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. A presença da substância é um sinal de que o bebê está protegido, explica Rita de Cássia Silva Calabresi, diretora clínica do Hospital e Maternidade Interlagos, que foi onde as 63 grávidas que participaram do estudo foram clinicamente acompanhadas. O teste é indicado para mulheres que apresentam risco de prematuridade. Indicado então para mulheres que já tiveram um parto prematuro ou esperam por gêmeos, ou então que apresentam cólicas abdominais e contrações acompanhadas de modificações cervicais e infecção urinária. Os especialistas explicam que entre a 22ª e a 34ª semana de gestação, o organismo feminino não deve produzir a fibronectina fetal. Quando é encontrado então é sinal de processo inflamatório ou sangramento. Fatores que podem antecipar o parto. E quando o teste, que é realizado no período de 5 meses e meio a 8 meses e meio de gravidez, tem resultado negativo para a presença da substância, o risco de um parto prematuro é inferior a 1%. Sendo que 86% das mulheres que apresentaram o resultado negativo não precisaram ficar internadas e não tiveram partos prematuros. Já nos 14% dos casos positivos, indicando a iminência de trabalho de parto, o nascimento dos bebês ocorreu, em média, 11 dias após a realização do teste. Cm isto o teste é capaz de tranquilizar a paciente e, principalmente, evitar o uso desnecessário de medicamentos para inibir o trabalho de parto e os corticoides. “lém de evitar internações e gerar custos desnecessários. A análise da proteína é um procedimento simples e rápido. Com um cotonete é recolhido material (secreção) na vagina da paciente. Após dez minutos é possível identificar se o parto será ou não prematuro. Dá até para comparar a praticidade do teste ao dos exames rápidos de gravidez vendidos em farmácias.
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Video = Porque alguns bebês nascem prematuros?

Porque alguns bebês nascem prematuros? Trata-se de algo normal que acontece em pelo menos 10% dos partos. Veja as principais causas no vídeo abaixo com o Ginecologista e Obstetra Dr. Eduardo Souza.
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Uso da cadeirinha do carro para bebês prematuros e pequenos

Você sabe como utilizar com segurança a cadeirinha do carro para bebês pequeninos? Todos sabemos que deve-se usar o bebê conforto no banco do carro desde a saída do hospital. Mas ao se tratar de prematurinhos, vários cuidados extras devem ser tomados.
Uso da cadeirinha do carro para bebês prematuros e pequenos
Estudos americanos mostram que há vários casos de bebê que fazem queda de saturação quando sentados em suas cadeirinhas de carro. Isso se deve à posição semi-inclinada na qual muitas vezes nossos pequeninos são colocados pela primeira vez. Uma boa dica é, nos dias que precedem a alta, manter o bebê inclinado e observar sua saturação por cerca de 60 a 90 minutos. Caso o hospital permita, uma boa saída é levar a cadeirinha e testar durante alguns dias. Não use nenhum protetor de cabecinha que não tenha vindo junto com a cadeirinha do carro (bebê conforto). Existem à venda umas almofadinhas em forma de U. Ainda não é o momento de usá-las! No dia da alta, o ideal é que alguém vá sentando atrás com o babê. Dê algumas voltas na quadra perto do hospital, observando seu rostinho. Quando acontece a queda de saturação, o bebê fica com o entorno dos lábios e olhos arroxeados. Caso isto aconteça, retorne ao hospital. Use rolinhos de espuma ou cueiros/toalhas/mantas enroladas de forma que o bebê adapte-se ao espaço da cadeirinha. Como na imagem acima. Espero que não encarem estas dicas como terrorismo. São técnicas muito difundidas fora do Brasil e raramente em território nacional. Muitas mães usam muitas delas instintivamente (como os rolinhos e as voltas na quadra), e se surpreendem com o fato de, em outros países, fazerem parte das intruções dadas ao pais quando preparados para a alta! Para outras dicas legais para mães de prematuros, não deixem de acessar o site do Projeto Pequenos Guerreiros, parceiros da Zazou, clicando no botão abaixo:
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Nascimentos de prematuros podem ser previstos por exame de sangue

Um novo estudo concluiu de que mais de 80% dos nascimentos prematuros podem ser diagnosticados com um exame de sangue ainda durante a gravidez, que pode ser feito perto do segundo trimestre de gestação. Estamos falando do teste de sangue acusa a presença de três proteínas recém-identificadas e seis proteínas anteriormente descobertas, afirmam os pesquisadores da Brigham Young University (BYU) e da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. As mulheres que terão complicações associadas ao parto prematuro apresentam níveis mais elevados destas proteínas no sangue do que mulheres que têm gravidez saudável​​.
“Quanto antes os médicos souberem da possibilidade de um nascimento prematuro, mais ações eles podem fazer para tentar prolongar a gravidez e prevenir problemas de saúde para o bebê”, conta Sean Esplin, professor de medicina materna da Universidade de Utah.
“Sabendo antecipadamente da condição da gravidez, nós poderíamos até mesmo prolongar a gestação por uma ou duas semanas. Isso teria um impacto muito grande no número de bebês que sobrevivem e na melhora do estado de saúde deles”, explica Esplin. “Com apenas uma intervenção, nós poderíamos criar um impacto positivo muito grande”.
Para o estudo, os investigadores coletaram amostras de sangue de 80 mulheres durante a sua 24 ª semana de gravidez, e, em seguida, de outras 80 durante a 28 ª semana. Metade das mulheres realizaram o parto no período adequado e a outra metade deu à luz prematuramente.
Os pesquisadores descobriram que o exame de sangue foi capaz de prever mais de 80% dos nascimentos antes da hora prevista tanto na 24ª semana quanto na 28ª.
“Este teste pode melhorar, e muito, a nossa capacidade de identificar as mães em risco de parto prematuro espontâneo, coisa que atualmente ainda não conseguimos fazer de forma adequada”, comenta Antonio Frias, professor de medicina materna da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon. Frias não esteve envolvido com a pesquisa.
Os investigadores disseram que outros estudos devem ser feitos com mais mulheres antes de o exame de sangue poder ser usado regularmente com todas as gestantes.
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Qual a melhor posição para o bebê prematuro dormir?

No ano passado, foi muito divulgada em território nacional a campanha da Pastoral da Criança "Este lado para cima", para reduzir a morte súbita em bebês. Porém nossos apressadinhos têm particularidades nos seus cuidados, como sabemos. Você tem um bebê prematuro? Então você sabe que eles têm mais riscos de doenças respiratórias como bronquiolite (causada pelo Vírus Sincicial Respiratório), pneumonia e broncodisplasia pulmonar? É crucial então saber como posicioná-lo corretamente na hora de dormir para que o ar chegue corretamente aos pulmões. Prematuros também são mais predispostos a gripes e resfriados, devido ao desenvolvimento imaturo dos pulmões e via aéreas. O posicionamento apropriado pode ajudar os sintomas de resfriados, reduzir os riscos de complicações típicos da prematuridade, como também ajudar no desenvolvimento de pulmões prematuros. Saiba mais em: http://www.ehow.com/how_2339822_position-sleeping-preemie-baby.html O texto fala de dicas e acessórios que quase não se aplicam às mães brasileiras. Vamos adequando as dicas aos nossos hábitos! Cuidado com lençóis, protetores de berço, edredons e todo kit berço que escolhemos tão carinhosamente para nossos babies! Nesta primeira fase, eles podem tornar-se um perigo! O lençol com elástico já é suficiente para ornamentar a cama. Se optar por manter os protetores de berço, lave-os semanalmente (o pó pode facilitar rinites e sinusites a que nossos prematuros são propensos) e mantenha-os bem amarrados. Passados os primeiros meses, os adornos estarão liberados! Mantenha o colchão inclinado a 30°. Existem no mercado colchões em forma de rampa, os chamados colchões anti-refluxo. Para bebês que dormem em cestões ou moisés pode-se adaptar facilmente os colchonetes anti-refluxo próprios para carrinhos. Outra solução (bem mais econômica) é elevar a cabeceira do berço, colocando sob os pés tijolos ou tábuas.
Qual a melhor posição para o bebê prematuro dormir?
Temos o hábito de usar os rolinhos de espuma "porta-bebê". São muito interessantes para manter o bebê de ladinho, como indicado ao prematuro. Preste a atenção para colocar na altura do abdômem do bebê, pois há perigo de sufocamento se colocado na altura do rosto. Muitas vezes chegam em casa tão pequenos, que não cabem nem no mais ajustado dos "porta-bebê". A solução é fazer dois rolos com mantas e cueiros e colocá-la no meio. Troque o bebê de lado de hora em hora. Não coloque o bebê de bruços. Algumas dicas bacanas, apesar de não serem propriamente para prematuros, você pode ver neste vídeo da revista Pais e Filhos. Acesse no link: http://terratv.terra.com.br/videos/Especiais/Mulher/Pais-e-Filhos/4572-162940/Deitar-o-recem-nascido.htm Não cubra simplesmente o bebê. Há o risco de sufocamento com os cobertores e mantas. Faça como nos hospitais, a técnica do "charutinho". Além de eliminar o risco de sufocamento, o bebê ficará quentinho e seguro, sentindo-se apertadinho como no útero materno!
Qual a melhor posição para o bebê prematuro dormir?
E tente relaxar, há vida pós oxímetro! Você sobreviverá sem seus apitos... Para quem felizmente não sabe, oxímetro é o aparelho utilizado nas unidades de terapia intensiva para determinar a saturação de oxigênio no organismo do paciente. Em bebês, ficam presos no pezinho e têm uma luz vermelha. O aparelho apita a cada vez que a saturação ou os batimentos cardíacos do bebê ficam abaixo do ideal... Mais informações sobre prematuridade e outras dicas bem legais em: http://www.projetopequenosguerreiros.com/
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Video = Há como evitar o parto prematuro?

Um dos grandes receios das grávidas é ter um bebê prematuro. Mas será que há como evitar o parto prematuro? Veja então no vídeo abaixo o Ginecologista e Obstetra Dr. Tenilson Amaral falando mais a respeito deste tema, dando dicas de como evitar, e tirando as principais dúvidqas comuns.
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Ampliação da Licença Maternidade para Mães de Prematuros

Deu no Blog do Ricardo Noblat uma matéria legal que fala da ampliação da licença para mães de prematuros, que trago aqui abaixo com o nosso apoio a idéia e para refletirmos um pouco mais sobre o assunto.
Ampliação da Licença Maternidade para Mães de Prematuros
Conheci mães de bebês prematuros que estão em UTIs de hospitais de Brasília há mais de dois meses. Quando os bebês receberem alta, a licença maternidade delas estará quase no fim. E justo no momento em que os filhos mais precisarão delas. O que fazer? Por que no caso de prematuros não se desconta da licença maternidade o tempo que eles ficarem na UTI? Seria justo. Seria importante para a saúde deles. No primeiro ano de vida, bebês prematuros costumam ser mais frágeis, mais sujeitos a doenças. É quando mais precisam da mãe em tempo integral. O legislador há que pensar a respeito disso. Não há investimento mais importante do que aquele que se faz em crianças saudáveis. Nada é utópico até que deixe de ser. Foi Rebeca, minha mulher, quem teve a idéia de criar a licença paternidade. Ela sugeriu a idéia ao então deputado Alcenir Guerra (PFL) durante a Assembléia Nacional Constituinte de 1988. Alcenir foi ridicularizado por vários dos seus pares ao subir à tribuna do plenário da Câmara para defender a licença paternidade. Dizia-se que algo assim quebraria o país. Ao descer da tribuna, muitos deputados choravam. Alcenir é pediatra. E na época, sua mulher estava grávida. A emenda virou lei. Está aí até hoje. E o país não quebrou. A questão do bebê prematuro que fica muito tempo na UTI é a seguinte: quem cuidará dele quando for para casa? Mãe de prematuro deveria ter o direito a ficar por conta dele enquanto ele estivesse na UTI. E depois pelo prazo atual da licença maternidade. A presidente Dilma Rousseff poderia ser sensível à ampliação da licença para mães de prematuros.
Fica aqui nosso apoio a esta bela causa!
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Lançamento do livro infantil Do Tamanho de Um Botão = Difundir informações sobre a Prematuridade

Gostaria de contar a respeito do lançamento do livro "Do Tamanho de Um Botão", que narra como a vida de uma menina muda quando nasce seu irmão prematuro. Ela precisa lidar com a ausência da mãe e a dúvida de onde foi parar a barriga e o irmãozinho que não veio para casa, baseado na uma experiência pessoal da blogueira e escritora Monica Bednarczuk Lopes da Silva, coordenadora do blog Pequenos Guerreiros (http://peqguerreiros.blogspot.com).
a

Trata-se de um interessante projeto social para difundir informações sobre a prematuridade, que espero de certa forma estar ajudando aqui também.

“Durante meu período na UTI Neonatal vi vários irmãozinhos que não conseguiam entender o que estava acontecendo. As mães passavam o dia na maternidade e as crianças na casa das avós, sem entender porque a mãe estava ausente”, conta Monica.
Do Tamanho de um Botão tem 28 páginas, com ilustrações de Leandro Lauer e custa R$ 10.

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Video = Bebês Prematuros & Bebê Canguru

Veja uma matéria bem legal contando histórios de bebês prematuros que o Globo Reporter fez recentemente.
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Video = Menor bebê prematuro que sobreviveu no país = 365 gramas e 27 cm

Dois quilos duzentos e cinquenta gramas, 42 centímetros. Peso e medida de um recém nascido, mas Ana Júlia tem quase cinco meses. A menina nasceu em 28 de maio pesando apenas 365 gramas e medindo 27 centímetros. Leila, a mãe, é hipertensa e a gravidez teve que ser interrompida com 24 semanas. Neste momento, uma luta pela vida começou. Pequenina mas valente, Ana Júlia logo passou por uma cirurgia cardíaca. Por mais de um mês Ana ficou respirando com ajuda de aparelhos e recebendo nutrientes através do soro. Quando começou a ser alimentada com leite eram poucas gotas, um mililitro, de 6 em 6 horas.
“Em nenhum momento ela deu pra gente um indicio de que ela não viveria, ela sempre mostrou pra gente eu quero ficar e ela tá aí”, comenta Caroline Matioli Moraes, enfermeira.
Ana Júlia é o menor bebê que nasceu e sobreviveu no país. Antes dela, só Arthur. Um menino que também nasceu aos seis meses de gestação em agosto de 2006 pesando 385 gramas, 20 gramas a mais que Ana.
“Um bebê tão pequeno assim é necessário que as pessoas tenham muita experiência, porque a chance de cometer erros e a tolerância da criança ao erro é muito pequena”, comenta Fernando Martins, médico.
Cento e trinta e dois dias depois do nascimento, Ana Júlia finalmente vai pra casa. Ter alta da UTI significa vida normal pra ela: acompanhamento pediátrico, vacinas, crescimento, alimentação, tudo igual a qualquer outro bebê saudável. Mas pra quem esperou tanto por este momento e sofreu muito durante essa espera, é difícil acreditar que não seja um sonho.
“Depois daquela sensação horrível da gente como mãe sair da maternidade sem poder carregar o filho nos braços, que é um dos piores momentos que a gente passa neste processo todo. É ter sair com ela bem, com saúde sem seqüelas, graças a Deus. Então é uma emoção que não tem como descrever em palavras”, diz Leila de Oliveira Horácio, mãe da Ana Júlia.
A família prepara uma festa pra receber Ana Júlia. É hora de celebrar a nova vida com a chegada de alguém que cabia na palma da mão e ensinou a todos os significado de coragem.
“Ela é uma guerreira. Eu até brinco que o nome dela tinha que ser Ana Guerreira Júlia. Vou curtir cada momento que eu puder junto com ela”, afirma a mãe.
Veja mais detalhes deste caso na matéria do Jornal Hoje da TV Globo no vídeo abaixo:
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Bebês prematuros apresentam mais problemas respiratórios

Bebês nascidos prematuros em 6 semanas possuem 40 vezes mais chances que os bebês que nasceram com 9 meses de sofrer de síndrome de dificuldade respiratória, de acordo com um novo estudo. Dez por cento dos bebês prematuros apresentaram a síndrome, de acordo com o estudo, em comparação a menos de 1% dos bebês que nasceram com 9 meses. Na síndrome da dificuldade respiratória, os alvéolos pulmonares dos pulmões do bebê não estão completamente abertos por falta de lubrificante de superfície, dificultando a respiração. Trata-se de uma das complicações mais comuns dos partos prematuros avançados, definidos como aqueles que ocorrem após a 34ª semana e antes da 37ª semana de gestação. O risco de problemas respiratórios diminuiu com cada semana adicional de gravidez, conforme descobriram os pesquisadores. Bebês nascidos após 36 semanas tiveram apenas nove vezes mais probabilidade, em comparação aos bebês que nasceram com 9 meses, de desenvolver a síndrome, enquanto os que nasceram com 37 semanas tiveram 3 vezes mais risco. O estudo, publicado no "The Journal of the American Medical Association" na semana passada, é um dos maiores e mais atuais a examinar problemas respiratórios associados a partos prematuros avançados.
"O sistema pulmonar é o último a se desenvolver no feto", disse a Dra. Judith U. Hibbard, da Universidade de Illinois, e principal autora do estudo. "Os obstetras precisam se esforçar para só realizar o parto de um bebê a partir da 39ª semana, a não ser por uma boa razão médica".
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Maioria das cesáreas é marcada para antes da hora no Brasil

Cresce no Brasil a prática de marcar o parto para assim que a gestação completa 37 semanas, momento em que o bebê deixa de ser considerado prematuro. Um estudo da Unifesp mostra que cerca de 60% dos nascimentos acontecem com 37 ou 38 semanas de gestação, quando a gravidez dura normalmente cerca de 40 semanas. Segundo consensos internacionais, o ideal é esperar no mínimo 39 semanas. Antes disso, aumentam as chances de complicação para o recém-nascido, como desconforto respiratório e icterícia.
"A tendência é mundial. Está havendo uma antecipação do parto. Antes, os bebês nasciam com 39 ou 40 semanas", diz Cecília Draque, neonatologista do departamento de pediatria e neonatologia da Unifesp, uma das autoras do estudo.
Segundo a pesquisa, o número crescente de cesáreas eletivas (aquelas em que é possível escolher a data) tem levado ao aumento dos partos com idade gestacional inferior à ideal.
"Hoje não se espera a mulher entrar em trabalho de parto", diz o obstetra Marcos Tadeu Garcia, diretor da clínica de ginecologia, obstetrícia e neonatologia do Hospital Ipiranga. "Médicos e mães optam pelo conforto da agenda. Isso nos assusta, porque esses bebês nascem sem estarem prontos."
Bebês que nascem antes do término da trigésima-nona semana têm mais risco de precisarem de intervenções terapêuticas do que os que nascem bem no fim da gravidez. O estudo mostra que ficam mais dias internados e vão mais para a UTI. "A interrupção da gestação antes de 39 semanas só deve ser feita com estritas indicações médicas", diz Draque. A pesquisa seguiu mais de 6.000 recém-nascidos em uma maternidade particular de São Paulo. Os bebês não tinham anomalias congênitas e as mães passaram por pré-natal.
"Conheço casos de médicos que marcam até para a 35ª semana. Qualquer coisa é desculpa: ou vão viajar para algum congresso, ou não querem que a mãe encha a paciência deles ligando às duas da manhã. A mulher também pode insistir, às vezes a avó manda marcar, ou a mulher não aguenta mais o fim da gravidez... enfim. O bebê vai precisar de um atendimento, mas o médico já passou a responsabilidade para o berçário", diz Renato Kalil, obstetra do Hospital Albert Einstein. Segundo Kalil, 12% dos bebês não prematuros nascidos de cesárea passam pela UTI. De parto normal, só 3%. "O parto normal está mais falado, mas a indicação de cesárea continua a mesma baixaria", afirma.
"Muitas vezes a própria família pressiona o médico", afirma Renato Augusto Moreira de Sá, presidente da comissão de perinatologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
Antecipar o parto também é perigoso porque há chance de erro de cálculo da idade gestacional. Se a mulher não fez um ultrassom no início, que estima com maior precisão essa idade, ela pode estar grávida há menos tempo do que pensa.
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Gengivite pode levar a parto prematuro

Um estudo da Case Western Reserve University, em Cleveland, no Estado americano de Ohio, e da Hathaway Brown School, da cidade de Shaker Heights, no mesmo Estado, indica que bactérias encontradas nas bocas de gestantes podem contribuir para nascimentos prematuros de bebês. A pesquisa foi publicada na edição de abril do jornal Infection and Immunity e divulgada pela Sociedade Americana de Microbiologia. A pesquisa indica que a gengivite, um problema comum durante a gestação, aumenta a concentração de bactérias na boca e a possibilidade de transmissão desses microorganismos para a placenta pela corrente sanguínea. De acordo com a sociedade, cerca de 12,7% dos nascimentos nos Estados Unidos são prematuros, o que indica um aumento de 36% nos casos nos últimos 25 anos. A infecção intrauterina é a principal causa de nascimentos prematuros e abortos. Durante um longo período, a infecção intrauterina foi associada a bactérias encontradas na vagina das grávidas, contudo, estudos recentes indicam que bactérias achadas na boca também podem causar o problema. Os pesquisadores de Ohio ainda identificaram um grupo de bactérias capazes de colonizar a placenta de camundongos, sendo a maioria originária da cavidade oral e associadas com problemas na gravidez em humanos. De acordo com os cientistas, os resultados podem levar a terapias para reduzir constantemente a quantidade de bactérias nas bocas das gestantes, o que pode contribuir para uma gestação mais saudável.
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Música pode ajudar desenvolvimento de bebês prematuros

Gostaria de comentar aqui sobre uma recente pesquisa canadense sugere que os hospitais que tocam música para bebês prematuros ajudam no desenvolvimento destas crianças. De acordo com o estudo da Universidade de Alberta a música pode acalmar os bebês e os pais, além de acelerar o ganho de peso e diminuir o tempo de permanência no hospital. A música também teria efeitos benéficos em outros aspectos fisiológicos como o batimento cardíaco e a taxa respiratória. A equipe canadense analisou nove estudos e descobriu que a música também reduz a dor e estimula a alimentação oral. Vejam o que afirmaram o autor do estudo Manoj Kumar e sua equipe de pesquisadores:
"Existem provas preliminares que sugerem que a música pode ter efeitos benéficos em termos de parâmetros fisiológicos, estados de comportamento e redução da dor durante procedimentos médicos dolorosos", . Mas, enquanto existem provas preliminares de alguns benefícios terapêuticos da música para indicações específicas, estes benefícios precisam ser confirmados em testes de alta qualidade."
Veja agora o comentário do professor de obstetrícia Andrew Shennan, da organização de caridade britânica voltada para bebês Tommy:
"as provas preliminares de que a música tocada para bebês prematuros pode ter efeitos positivos no comportamento e na (redução da) dor é muito interessante." "Nascimentos prematuros aumentaram nos últimos anos e continuam sendo um grande problema na Grã-Bretanha, algumas vezes resultando em problemas de saúde de longo prazo na vida da criança, incluindo paralisia cerebral, surdez, cegueira, problema pulmonar crônico, dificuldades de aprendizado e comportamento". "Apesar de mais pesquisas serem necessárias nesta área, o estudo mostra que existem formas simples e baratas de garantir benefícios para a saúde de bebês prematuros".
Existem uma série de fatores que podem aumentar o risco de nascimentos prematuros, incluindo mães fumantes, infecções no útero, gravidez de gêmeos ou trigêmeos. A pesquisa foi publicada na revista especializada Archives of Disease in Childhood.
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Bebê com 275 gramas sobrevive ao parto

Sei de que não é fácil ter um bebê prematuro, mas acontece bastante, e felizmente a medicina tem avançado bastante neste sentido, ajudando a que sobrevivam e sem sequelas. Por isto mesmo gostaria de comentar aqui sobre o caso que deu no G1 da Globo.com de um bebê que nasceu prematuro em 25 de junho do ano passado na Alemanha com 275 gramas tornou-se o menor do sexo masculino a sobreviver. Trata-se do quarto bebê do mundo a sobreviver ao parto com um peso tão baixo. Os outros três casos são de meninas. Aliás você sabia de que as chances de uma menina prematura sobreviver são 25% maiores? Pelo menos é o que diz a Universidade de Medicina de Göttingen na Alemanha, especialista no assunto. O menino ficou seis meses na unidade de terapia intensiva e teve alta em dezembro, com 3,7 kg.
“Por sorte, não ocorreram complicações severas como derrames cerebrais ou infecções letais”, comemorou o médico Stephan Seeliger, responsável pelo caso.
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Parto Prematuro

Tire muitas das suas dúvidas, por sinal comuns a todas as grávidas a respeito do Parto Prematuro, com o especialista no assunto, escrito por Dr. Tenilson Amaral Oliveira, em uma entrevista que ele deu para o Portal ID Med, em que responde a maioria delas, trazendo muita informação relevante sobre este tema, que infelizmente é mais comum que você pensa, e precisa estar preparada para tal. 1) O que é o parto prematuro? É o nascimento antes dos 9 meses de gravidez. Como nós contamos a idade gestacional em semanas, seria antes de 37 semanas. O normal é o parto ocorrer entre 37 e 42 semanas de gravidez, contado a partir do primeiro dia da última menstruação. 2) Quais são as causas? As causas são desconhecidas. Existem muitos fatores de risco associados, mas não existem maneiras seguras de se identificar a causa do parto prematuro em pacientes sem fatores de risco, que são a maioria. Os principais fatores de risco são: - Dois ou mais partos prematuros prévios; - Gestação gemelar; - Gestação tripla, quádrupla ; - Mioma uterino, hidrâmnio; - Malformação uterina ; - Infecções do trato gênito-urinário; - Incompetência da cérvix. 3) A gestante sente contrações como em uma gravidez normal ou há sangramento e outras complicações? A paciente sente os mesmos sintomas que a paciente aos 9 meses. Pode ocorrer complicações como sangramento vaginal decorrente de patologias, como placenta prévia, que levam ao parto prematuro. Pode ocorrer também perda de líquido vaginal precocemente (rotura de membranas ou "bolsa das águas") também como uma complicação. 4) Quais são os riscos para o bebê? A) Curto prazo: - Síndrome de Desconforto Respiratório; - Displasia broncopulmonar; - Enfisema pulmonar; - Pneumotórax; - Sepse (infecção generalizada); - Enterocolite necrotizante; - Hemorragia intracraniana; - Anoxia; - Traumatismo na hora do parto. B) Médio e Longo prazo: - Paralisia cerebral; - Retardo mental; - Distúrbio motor e somático; - Surdez; - Distúrbios da fala. 5) Quais são os riscos para a gestante? Os riscos são mínimos quando o parto prematuro foi espontâneo, isto é, não motivado por indicação de interrupção prematura da gestação devido a risco materno, como hipertensão arterial ou hemorragia. Aumento o risco de infecção materna quando o fator de risco foi a rotura de membranas ou infecções urinárias, como a pielonefrite. Ocorre também os riscos no tratamento para bloquear o trabalho de parto prematuro por causa dos medicamentos que apresentam muitos efeitos colaterais. 6) A partir de quantos meses um bebê pode sobreviver ou não ter seqüelas quando nasce prematuro? Depende do peso, idade gestacional, condições de nascimento e das complicações neonatais. Quanto menor o peso e a idade gestacional maiores são os riscos de seqüelas no médio e longo prazo. Ele pode sobreviver a partir de 500 gramas de nascimento dependendo, também, da capacidade de atendimento da UTI neonatal. 7) Quais as conseqüências que um parto prematuro pode acarretar ao bebê futuramente? As seqüelas mencionadas acima no médio e longo prazo. 8) Existem mulheres predispostas ao trabalho de parto prematuro? Sim. Pacientes com partos prematuros prévios e gestações de gêmeos são os casos com maior predisposição. 9) Existe prevenção para o trabalho de parto prematuro? Não tem muita eficácia, pois não atinge a maioria dos casos de partos prematuros. A) Prevenção Primária: - Limitação do número de embriões em reprodução humana (evitar gravidez múltipla). B) Prevenção Secundária: - Uso da progesterona; - Medida do colo pelo ultra-som; - Antibióticos nos casos de infecção do trato gênito-urinário; - Cerclagem (cirurgia para o fechamento do colo uterino, nos casos de incompetência do colo, realizada a partir de 12 semanas).
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Segundo a OMS 1 em cada 10 nascimentos em todo o mundo é Prematuro

Um em cada dez partos, dos mais de 130 milhões de nascimentos registrados no mundo a cada ano, é infelizmente de prematuro. Por isto mesmo trago mais uma vez este tema para este blog e sua informação. Em um recente artigo publicado na agência de notícias da ONU informa um “aumento dramático” de casos de nascimentos prematuros nos países desenvolvidos nos últimos vinte anos. O artigo chama atenção para o problema na América do Norte e em partes da Europa, ainda que a maioria dos prematuros ainda nasce em países pobres, onde as chances de sobrevivência são menores. Baseado em estudos realizados a partir de meados da década de 1990 até 2007, os especialistas chegaram à conclusão de que 85% dos nascimentos ocorridos antes da 37ª semana de gestação ocorreram na Ásia – mais de 70 milhões – e na África – mais de 40 milhões. No entanto, os maiores índices foram detectados na África, cerca de 12%, e América do Norte, com 10,6%, de acordo com o artigo da OMS. Na Europa, esse índice é de apenas 6,2% e na América Latina e no Caribe, 9,1%. Minha opinião é de que este crescimento tem haver, pelo menos nos países mais desenvolvidos e grandes metroploes globais, por incrível que pareça com a evolução da medicia reprodutiva, pois por causa dos tratamentos de fertilidade, tem cada vez mais sucesso, acabam nascendo mais gemeos, e com isto também prematuros, que por sua vez tem sobrevivido cada vez mais com a evolução mais uma vez da medicina neio-natal. E qual é a sua visão? Mande seus comentários.
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Cresce a incidência de bebês prematuros

Dados do Ministério da Saúde revelam que, entre os anos de 1997 e 2006, a proporção de bebês prematuros passou de 5,3% do total de nascimentos no país para 6,7%. Os números absolutos chamam ainda mais atenção: em 1997 nasceram no Brasil 21.560 bebês nesta situação. Em 2006, foram 194.783. Bebes Prematuros Mas isso não acontece apenas por disfunções nas gestações ou das gestantes. Esse acréscimo de crianças prematuras acontece devido ao avanço da medicina, que possibilita que bebês nestas condições possam ter uma recuperação em ótimas condições. A melhora dos equipamentos médicos permite que as crianças, que antes estariam condenadas, tenham uma vida forte. A medicina possibilitou a vida a essas crianças e aumentou como consequência o número nas estatísticas. Outro fator apontado pela pediatra é o crescimento das gestações assistidas, aquelas nas quais mães mais velhas e com alguns problemas de saúde podem ter seus filhos. Elas apresentam mais riscos durante a gravidez e por essa razão os bebês podem nascer prematuros. Nas últimas décadas, com o avanço da mulher no mercado de trabalho, muitas optam por retardar a gravidez. Como consequencia, muitas são mães pela primeira vez perto dos 40 anos. Nesta faixa etária, toda gravidez é considerada de risco. Os prematuros exigem uma série de cuidados que somente atendimento especializado pode garantir, como aparelhos e exames que controlam todas as funções do corpo até que ele possa ir para casa. Geralmente essas crianças nascem com imaturidade pulmonar e problemas de nutrição, que podem ser combatidos com um composto conhecido como surfactante, que acelera o processo de melhora no sistema respiratório dos bebês. Com os avanços da medicina, consegue-se dar aporte para as crianças de até mil gramas. O tempo gestacional também é determinante para garantir a sobrevida. Uma gestação normal dura de 38 a 40 semanas, mas até as 25 semanas consegue-se um bom resultado. O menor bebê prematuro atendido por ela pesava apenas 430 gramas, menos do que um pote grande de margarina. Com muito esforço e depois de mais de três meses de recuperação, ele sobreviveu, se fosse há algumas décadas, seria muito difícil ele ter sobrevivido. O atendimento adequado ao prematuro extremo, que nasce antes de completar 28 semanas, é muito complexo e envolve muitos fatores. Os bebês nessas condições são expostos a estímulos externos totalmente diferentes dos conhecidos por eles dentro do útero, como ruídos, luz, manipulação e procedimentos dolorosos, que podem influenciar a maturação e organização neurológica.
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Remédio contra o câncer pode prevenir partos prematuros

Um remédio utilizado no tratamento do câncer, a tricostatina A, pode ajudar no controle das contrações e prevenir partos prematuros, segundo descobriu um estudo feito na Universidade de Newcastle, no Reino Unido. O remédio foi aplicado em 36 mulheres que foram submetidas a cesarianas. Em todas elas os médicos constataram que a tricostatina A aumentou os níveis da proteína que controla o relaxamento muscular. Números indicam que os partos prematuros são a principal causa da mortalidade de crianças no mundo desenvolvido, situação ascendente nas últimas décadas. Até agora, existiam outros tratamentos para atrasar o parto, mas a maior parte destes acabava gerando efeitos colaterais na mãe e no bebê. Segundo os pesquisadores explicaram na revista "Cellular and Molecular Medicine", foram recolhidas amostras de tecido das mulheres para comprovar os efeitos do remédio sobre as contrações naturais e as induzidas com oxitocina artificial. O resultado foi a redução de 46% em média nas contrações dos tecidos das mulheres que tiveram parto natural e 54% no caso das que precisaram induzir as contrações. Os especialistas constataram que a tricostatina A, utilizada para matar as células cancerígenas aumentava os níveis de uma sub-unidade da proteína quinase A (PKA), que tem implicação decisiva no relaxamento do útero durante os nove meses da gravidez. Nick Europe-Finner, professor e diretor da pesquisa, afirmou, no entanto, que o remédio não será receitado aos pacientes porque prejudica até 10% dos genes celulares. "Essa pesquisa nos mostra que vale a pena seguir investigando outros agentes mais específicos atuantes nas mesmas enzimas", acrescentou. Yolanda Harley, vice-diretora da pesquisa de Action Medical Research - organização que financiou o estudo - destacou que "o projeto descobriu novos caminhos moleculares para controlar as contrações uterinas". Para a professora Jane Normal, porta-voz do Colégio de Obstetrícia e Ginecologia do Reino Unido, lembrou que "atualmente não é possível tratar de maneira eficaz os partos prematuros, porque só temos remédios que atrasam os partos em 24 horas, um período de tempo insuficiente para garantir a vida do bebê". "Uma dos pontos interessantes desta pesquisa é o fato da descoberta ter sido de um novo tipo de remédio para o tratamento", disse Normal.
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USP pesquisará causas de aumento de bebês prematuros

O número cada vez maior de nascimento de bebês prematuros pode estar relacionado com o estilo de vida que grande parte da sociedade vem desenvolvendo. Outros fatores como o aumento da poluição, da violência, além de alterações psicológicas, como a depressão, também podem estar associadas ao índice. A hipótese será investigada por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Os pesquisadores vão acompanhar o nascimento de aproximadamente 14 mil bebês na cidade de Ribeirão Preto e em São Luís (MA). As gestantes começarão a ser observadas nos próximos meses. Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre os anos de 1997 e 2006, a proporção de bebês prematuros passou de 5,3% do total de nascimentos no país para 6,7%. Os números absolutos chamam ainda mais atenção: em 1997 nasceram no Brasil 21.560 bebês nesta situação. Em 2006, foram 194.783. O aumento, de acordo com o professor Marco Antônio Barbieri, pediatra e epidemiologista responsável pela investigação, está sendo observado em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) são considerados prematuros os partos que ocorrem antes da 37ª semana de gestação. Para Barbieri, o mundo está passando por uma transição epidemiológica perinatal, mas ainda não há estudos que expliquem todas as razões. De acordo com ele, algumas causas da prematuridade já são conhecidas, como a hipertensão e a desnutrição materna, além da realização de cesarianas marcadas e os avanços científicos que permitem salvar bebês que morreriam antes de nascer. Ele destaca, no entanto, que os fatores já comprovados representam apenas cerca de 40% dos partos prematuros. Segundo o especialista, o estresse leva o corpo humano a liberar o hormônio CRH (hormônio liberador da corticotropina), que pode desencadear o trabalho de parto antecipado. "Vamos verificar os impactos do estresse causado por depressão, diversos tipos de violência, situações de discriminação racial ou falta de suporte social, na antecipação de partos. Já sabemos que o estresse emocional pode desencadear a liberação do hormônio CRH, que tem efeito cascata, influenciando a liberação de outros hormônios que sinalizam a hora do nascimento. Se for estimulado antes, o trabalho de parto também pode começar antes", explicou. Outro caminho para a estimulação antecipada desse hormônio que o estudo pretende investigar é o uso de drogas ilícitas, além de álcool e cigarro durante a gravidez, como resposta da gestante ao estresse. "Muitas mulheres submetidas a pressões sociais e psicológicas acabam fazendo uso dessas substâncias, que também podem contribuir para a liberação do CRH", acrescentou. A funcionária pública Irene Rocha acredita que um trauma vivido no início de sua gestação pode ter influenciado o parto prematuro, aos sete meses e meio. "Foi uma gravidez muito desejada e um dia, por causa de fortes cólicas, fui a uma emergência obstétrica onde a médica me disse que eu havia perdido o bebê. Só após três dias a minha médica confirmou que a gestação continuava normalmente. Foi um alívio, mas o trauma inicial foi muito grande e a gravidez foi toda marcada por isso porque a ansiedade durante todos aqueles meses foi muito forte. O meu filho acabou nascendo aos sete meses e meio e, embora não haja nada comprovado cientificamente, a gente acredita que tudo isso tenha contribuído para antecipar o nascimento", disse. O filho de Irene, hoje com um ano, se desenvolve bem física e psicologicamente. Mas não é isso que acontece com todos os bebês prematuros. A chefe do setor de pré-natal do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz, Carmem Cunha, explica que crianças que nascem antes das 37 semanas de gestação podem ter comprometimentos no desenvolvimento motor, neurológico, alterações visuais, entre outros. Numa segunda fase, os pesquisadores pretendem verificar as consequências da prematuridade, acompanhando o desenvolvimento físico e intelectual dos bebês até que eles completem um ano de vida.
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Teste com Saliva X Risco de Parto Prematuro

Vejam só esta novidade de um novo teste, feito de forma rápida e indolor, usando gotas de saliva, que pode ajudar a indicar se a grávida corre o risco de entrar em trabalho de parto prematuramente. Esta novidade foi publicada em uma recente pesquisa no renomado "British Journal of Obstetrics and Gynaecology". O estudo, feito com 92 mulheres com gravidez de risco, identificou que mulheres que acabam tendo partos prematuros também têm níveis muito baixos de hormônio progesterona a partir do quinto mês de gestação. A descoberta é importante, já que os obstetras podem, a partir do resultado do exame, prescrever medicamentos que estimulem o crescimento do pulmão do feto, prevenindo possíveis infecções e incapacidade respiratória nas semanas seguintes ao nascimento. Agora, o desafio dos pesquisadores é desenvolver um teste barato e rápido que possa diagnosticar este risco em larga escala e, por consequência, diminuir as complicações de saúde nos bebês prematuros. Embora a relação entre baixos níveis de progesterona e partos prematuros ainda não esteja clara, acredita-se que as propriedades anti-inflamatórias do hormônio previnem uma série de infecções bacterianas, uma das principais causas de nascimentos fora de hora.
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Cartilha para auxiliar mães que acompanham o desenvolvimento dos filhos na UTI neonatal

Quem já deve o seu bebê recém nascido ter que ir para uma UTI Neo-Natal? Com certeza quem tem gêmeos e tantas outras (aonde me incluo). Sabemos que não é fácil. Ainda mais com a falta de informação e o preconceito que ainda existem a este respeito... Por isto mesmo o Instituto Abrace lançou uma cartilha para auxiliar mães que acompanham o desenvolvimento dos filhos na UTI neonatal, com depoimentos reais e explicações sobre direitos e procedimentos necessários neste período. A primeira edição da Cartilha das Mães de UTI deve chegar aos hospitais até o final deste mês, mas você já pode baixa-la em um PDF no link abaixo: http://www.institutoabrace.com.br/cartilha_maes_de_uti_abrace.pdf Nem sempre é possível evitar a passagem pela UTI neonatal. Bebês prematuros geralmente precisam de atenção especial para se adaptar, conseguir respirar e se alimentar sozinhos. Os recém-nascidos prematuros precisam de três a quatro meses, pelo menos, para se adaptar a estas ações e também ganhar peso. Por exemplo só na UTI neonatal do Hospital das Clínicas, 101 bebês precisaram ficar internados o ano passado. Para a vice-presidente do Instituto Abrace, Denise Crispim, as famílias nessa situação precisam de apoio e contato com pessoas que passaram pela mesma experiência. A UTI é normalmente um lugar árido e solitário, onde a mãe os familiares são de certa forma intrusos num universo cheio de nomes, procedimentos e profissionais desconhecidos. Esta cartilha foi então desenvolvida exatamente para orientar essas pessoas. Pensaram num documento que reunisse desde informações sobre o pré-natal, como enfrentar exames e prognósticos ruins, da primeira visita na UTI até a alta ou home care. Tudo escrito com linguagem bem simples, para que a mãe entenda os detalhes e se sinta parte do universo no qual seu filho está inserido. Legal não? Além da necessidade de informação, muitas dessas famílias se desestruturam no período que os filhos ficam na UTI. As mães e até mesmo os pais perdem o emprego para se dedicar aos filhos, por isto mesmo a cartilha vem como mais uma forma de contribuir com a reorganização dessas pessoas. Ela orienta, tira dúvidas frequentes e diz como são os procedimentos de rotina em uma UTI. Além disso, a cartilha oferece uma orientação no que diz respeito às questões legais, o que a família, e as crianças têm direito. Esta bela iniciativa, além de auxiliar mães e familiares, também oferece parâmetros importantes aos médicos e outros profissionais envolvidos com essas pessoas. É um material que ajuda os profissionais a entender o que a mãe sente nesse momento. Com isso, é possível oferecer um atendimento mais humanizado. A cartilha ajuda também a capacitar os profissionais para lhe dar melhor com as questões da UTI neonatal. A cartilha demorou um ano para ser produzida. Foram 3,5 mil cópias impressas na primeira edição, que deve chegar a hospitais de todo o País até o final deste mês. Existe uma previsão é que a segunda edição seja distribuída ainda este ano. O medo e a sensação de impotência são alguns dos sentimentos que atingem as mães quando a notícia da necessidade da internação na UTI chega. “Fiquei assustada quando chegou a notícia que ela tinha sido levada para a UTI. Não imaginava isso, não tinha noção do que isso significava e fiquei com muito medo”, disse a dona-de-casa Fabiana Pizani Vicente, 26 anos. Ela ficou com a filha na UTI por dez dias. “Foi um momento de dificuldade”, contou. Segundo ela, o único auxílio na época foram as informações dos médicos e algumas pesquisas na internet. Mas para algumas mães apenas as informações médicas deixam a sensação de desamparo e nervosismo. “Toda vez que tenho que conversar com a médica fico nervosa. Eles são mais frios”, contou a dona-de-casa Nayara Stefani Teixeira, 19, que está com a filha na UTI neonatal há dois meses. Ela disse que depois que recebeu a cartilha, se sentiu mais amparada e se informou mais. “Fico preocupada também com os cuidados em casa, por causa da fragilidade do bebê. Mas o conteúdo da cartilha e do site, que sempre visito, estão me ajudando a me preparar para quando este momento chegar”, afirmou. Espero que isto possa ajudar um pouco quem passa por esta difícil situação na vida, mas que é passageiro e que vai superar com certeza!
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Música ajuda desenvolvimento de bebês prematuros

Uma pesquisa canadense sugere que os hospitais que tocam música para bebês prematuros ajudam no desenvolvimento destas crianças. De acordo com o estudo da Universidade de Alberta, a música pode acalmar os bebês e os pais, além de acelerar o ganho de peso e diminuir o tempo de permanência no hospital. Legal não? A música também teria efeitos benéficos em outros aspectos fisiológicos, como o batimento cardíaco e a taxa respiratória. A equipe canadense analisou nove estudos e descobriu que a música também reduz a dor e estimula a alimentação oral. Existem provas preliminares que sugerem que a música pode ter efeitos benéficos em termos de parâmetros fisiológicos, estados de comportamento e redução da dor durante procedimentos médicos dolorosos. Mas, enquanto existem provas preliminares de alguns benefícios terapêuticos da música para indicações específicas, estes benefícios precisam ser confirmados em testes de alta qualidade. Para o professor de obstetrícia Andrew Shennan, da organização de caridade britânica voltada para bebês Tommy, "as provas preliminares de que a música tocada para bebês prematuros pode ter efeitos positivos no comportamento e na (redução da) dor é muito interessante." "Nascimentos prematuros aumentaram nos últimos anos e continuam sendo um grande problema na Grã-Bretanha, algumas vezes resultando em problemas de saúde de longo prazo na vida da criança, incluindo paralisia cerebral, surdez, cegueira, problema pulmonar crônico, dificuldades de aprendizado e comportamento", afirmou "Apesar de mais pesquisas serem necessárias nesta área, o estudo mostra que existem formas simples e baratas de garantir benefícios para a saúde de bebês prematuros", acrescentou. Existem uma série de fatores que podem aumentar o risco de nascimentos prematuros, incluindo mães fumantes, infecções no útero, gravidez de gêmeos ou trigêmeos. A pesquisa foi publicada na revista especializada "Archives of Disease in Childhood".
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Estudo suíço avalia principais causas de mortes neonatais

Queria trazer novamente para sua atenção o tema dos prematuros e das UTI Neonatais. Um recente artigo publicado na revista Neonatology chama a atenção para o fato de que as decisões médicas tomadas no fim da vida do recém-nascido parecem variar amplamente entre diferentes países. Diversos estudos e levantamentos mostram que as mortes neonatais (até 28º dia de vida) ainda representam a maior porcentagem da mortalidade infantil. Muitas delas são precedidas por decisões médicas tomadas no final da vida do recém-nascido, e a despeito da importância do tema, tais práticas parecem variar amplamente de país para país. Interessados no assunto, pesquisadores suíços resolveram analisar quais são as principais causas e circunstâncias de todas as mortes neonatais que ocorreram ao longo de um período de 10 anos (1997 a 2006) no Children's Hospital of Lucerne (em Lucerne, Suíça), hospital onde os autores trabalham. Segundo artigo publicado revista científica Neonatology, foram feitos 72 mil partos de bebês vivos, com 108 mortes identificadas. Destas, 29 ocorreram na sala de parto (taxa de mortalidade de 0,2%) e 79 na unidade de tratamento intensivo neonatal (NICU) (taxa de mortalidade de 2,3%). A maioria das mortes na DR ocorreu no setor sem intervenção primária e foram relacionadas à prematuridade extrema (20 casos), malformações congênitas letais (6 casos) e trissomia do cromossomo 13 (2 casos). Um paciente com asfixia perinatal grave morreu apesar de todos esforços de ressuscitação. Os pesquisadores observaram também que, na NICU, a taxa de mortalidade global foi inversamente relacionada à idade gestacional, em outras palavras, quanto menor o tempo de gravidez até o parto, maior o número de mortes. Além disso, insuficiências cardiovascular e respiratória foram causas predominantes de morte em crianças prematuras com uma idade gestacional inferior a 32 semanas, ao passo que lesões do sistema nervoso central responderam pela maioria das mortes na população mais madura da NICU. As decisões tomadas ao fim da vida foram comuns, com menos de 10% das mortes ocorrendo a despeito de atendimento intensivo máximo. O estudo destaca que, no centro de saúde analisado, a ausência de intervenção primária e o redirecionamento do atendimento são as circunstâncias mais comuns de morte de neonatos. Isso reflete nossa crença de que, independente dos fracassos, considerações sobre a qualidade de vida são parte importante da tomada de decisão na neonatologia.
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Vídeo = Caso da Menor Bebê do Brasil

Casos de nascimento de bebês prematuros são comuns, assim como é cada vez mais normal de vermos eles sobrevivendo e tendo uma vida normal depois. Trago hoje para este nosso Blog, um caso destes em que os médicos do Rio lutam há dez dias para salvar um bebê que está sendo considerado um dos menores do Brasil. A menina, que nasceu no quinto mês de gestação, hoje pesa menos de 300 g! O parto prematuro teria sido causado por uma rejeição da placenta. A bebê está internada desde o dia 16 de abril em um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ela nasceu com apenas 385 g e tinha, aproximadamente, 20 centímetros de comprimento. Hoje, seu peso está em 290 g. Segundo os médicos, no entanto, essa perda de peso, no caso de prematuros, é considerada normal. Segundo médicos e conhecidos da família, a menina passou por uma cirurgia para corrigir um problema no coração. Foram organizadas ainda correntes de oração pela sua recuperação. Segundo especialistas, são raros os casos de sobrevivência de recém-nascidos tão prematuros. No entanto, nos últimos anos, com os avanços da medicina, as vitórias têm sido mais frequentes. Daí a importância de escolher uma boa maternidade, com recursos e especialistas para tratar deste tipo de situação delicada, com uma UTI Neonatal de primeira. O caso mais famoso foi o da menina Amillia, considerado o menor bebê do mundo, que nasceu em Miami, nos Estados Unidos, em outubro de 2006, com 280 g, dez a menos que a bebê carioca. Hoje, com 2 anos e meio, Amillia leva uma vida saudável. Assim como Arthur, também do Rio, que desde agosto de 2006 vinha sendo considerado o menor bebê do Brasil. Ele nasceu com 385 g e ficou quatro meses na UTI. Hoje, aos 2 anos e 8 meses, só dá alegria aos pais. Veja abaixo o vídeo com uma matéria do Jornal Nacional da TV Globo que mostra mais detalhes:
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Doenças Respiratórias em Bebês Prematuros

Como sabem o pulmão é um dos últimos órgãos a se formarem, por isso quanto mais prematuro o bebê maior deverá ser a atenção com doenças respiratórias. Por isto a seguir seguem mais informações sobre alguns problemas respiratórios comuns, assim como os tratamentos que o bebê prematuro poderá receber na UTI neonatal. 1) Apnéia Normalmente um bebê muito pequeno respira irregularmente. Por exemplo, pode fazer várias respirações curtas, parar de respirar durante alguns segundos e, em seguida, começar a respirar outra vez em cadência regular. Se uma pausa na respiração durar mais de 15 a 20 segundos, será denominada apnéia. Um episódio de apnéia é habitualmente tratado com uma fricção ligeira ou com batidas leves no braço ou na perna, para "lembrar" ao bebê que ele tem que respirar. Se o bebê tiver vários episódios, pode ser que o médico recomende a administração de uma quantidade extra de oxigênio ou um medicamento que promova a respiração regular. 2) Escapes de ar Poderá ocorrer um "escape de ar" nos pulmões do bebê. Isso acontece quando um ou vários alvéolos se rompem e deixam que o ar escape para as áreas circundantes do tecido pulmonar. O escape de ar ocorre essencialmente em bebês cujos pulmões ainda não se encontram completamente desenvolvidos. 3) Displasia broncopulmonar ou doença pulmonar crônica Os bebês que sofrem de complicações pulmonares, como a síndrome do desconforto respiratório (SDR), ou os bebês que são muito pequenos e necessitam de oxigênio e de um respirador, podem estar sujeitos a contrair displasia broncopulmonar (DBP). Como resultado, chega pouco oxigênio aos tecidos. O tratamento geralmente inclui suporte respiratório constante e uma boa nutrição com aporte complementar de calorias para o crescimento, evitando o excesso de líquidos no sistema do bebê e medicação. Com o tempo e com os cuidados constantes, os bebês com displasia broncopulmonar superam normalmente os seus problemas pulmonares. 4) Síndrome do desconforto respiratório (SDR) A SDR é também conhecida como doença da membrana hialina. Essa condição é muito comum entre os bebês prematuros, cujos pulmões ainda não estão completamente desenvolvidos. Os pulmões imaturos não produzem todo o surfactante que o pulmão precisa para funcionar adequadamente. Esta substância lubrifica e reveste os pequenos sacos de ar nos pulmões permitindo que estes se abram e se fechem. Se este funcionamento não ocorrer naturalmente, os pulmões não podem absorver o ar nem fornecer o oxigênio necessário à corrente sanguínea. Muitos bebês prematuros são tratados com a aplicação, diretamente nos pulmões, de uma substância surfactante, logo após o nascimento. Esse medicamento complementa o próprio surfactante do bebê, ajudando a aliviar os sintomas de SDR. Saiba mais sobre SDR 5) Infecção por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) O VSR é um agente sazonal que surge normalmente entre o outono e a primavera. A infecção originada pelo vírus sincicial respiratório (VSR) é a principal causa de doenças do trato respiratório inferior em bebês prematuros até 01 ano de idade. Pode causar apnéia, bronquiolite e pneumonia. Os bebês prematuros são particularmente suscetíveis à infecção grave causada pelo VSR em virtude de seus pulmões estarem fracos, seu sistema imunológico pouco desenvolvido e de haver ausência de anticorpos maternos contra o VSR, que são normalmente transferidos da mãe para o bebê através da placenta nos últimos meses de gravidez. É altamente contagioso e pode ser uma doença potencialmente grave para os bebês prematuros. É possível prevenir o desenvolvimento de infecções originadas pelo VSR. Pergunte ao seu médico sobre o melhor método para isso.
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Possiveis Problemas de Saúde com Bebês Prepaturos

Todos os bebês precisam de muito cuidado, carinho e atenção. Os bebês prematuros, normalmente precisam de um pouco mais. Isso acontece porque a maioria deles enfrenta problemas de saúde específicos e que precisam de acompanhamento rigoroso. É muito importante que os pais, a família e os amigos se mantenham informados sobre estas doenças, seus sintomas comuns e possíveis tratamentos, sem dispensar jamais a orientação do médico. Por isto mesmo trago abaix uma breve explicação sobre algumas das situações pelas quais um bebê prematuro pode passar: 1) Anemia Os bebês prematuros podem apresentar anemia (redução da hemoglobina no sangue) que é originada por diversos fatores. O tratamento da anemia é feito de formas diversas, de acordo com o grau de gravidade de cada caso. Em casos mais graves pode envolver uma transfusão de sangue ou medicação que estimule o aumento da produção de glóbulos vermelhos. 2) Canal arterial persistente O vaso sanguíneo que liga a artéria pulmonar à artéria aorta antes do nascimento é denominado canal arterial. Essa abertura é necessária antes do nascimento, mas normalmente fecha-se durante as primeiras horas, ou dias, após o parto. Nos bebês prematuros poderá não se fechar sozinha, tendo como resultado uma situação conhecida por persistência do canal arterial. Nestes casos, normalmente o médico poderá prescrever uma medicação para auxiliar o fechamento desse vaso ou recomendar uma cirurgia para reparar o problema. Essa situação poderá parecer muito alarmante, como qualquer cirurgia, mas, de acordo com a maior parte dos médicos especialistas, pode ser feita com relativa facilidade. 3) Distúrbios da glicose no sangue É comum que bebês prematuros apresentem uma variação na quantidade de açúcar (glicose) no sangue: poderá estar muito elevada ou muito baixa. Na maior parte dos casos, os níveis de açúcar no sangue são facilmente corrigidos através do aumento ou da diminuição da concentração de açúcar nos líquidos administrados ao bebê. Os problemas de açúcar no sangue nesta fase não significam necessariamente que a criança irá desenvolver mais tarde diabetes. 4) Enterocolite necrotizante (ECN) Alguns bebês podem desenvolver inflamação em parte dos intestinos, o que pode levar ao desenvolvimento de enterocolite necrotizante. É uma situação muito grave e caso se suspeite dessa doença, os médicos provavelmente interromperão a alimentação regular e passarão a administrá-la por via intravenosa. O bebê irá necessitar de radiografia(s), medicação e exames de sangue freqüentes, mas a maior parte dos bebês com esta doença se recupera e não volta a apresentar dificuldades. 5) Icterícia (cor amarelada da pele e mucosas) Não é raro que bebês prematuros desenvolvam icterícia durante os primeiros dias após o nascimento. Normalmente ela é causada por níveis excessivos de bilirrubina. Isto acontece pelo fato do fígado dos bebês prematuros ainda não ser capaz de processar esta bilirrubina com a rapidez necessária. 6) Pressão arterial baixa (hipotensão) Os bebês prematuros podem apresentar pressão arterial baixa logo após o nascimento. Isso é causado pela perda de sangue durante o parto, pela perda de líquidos após o nascimento, por infecção ou por medicação administrada à mãe antes do parto. O tratamento geralmente inclui a administração extra de líquidos, de medicação para aumentar a pressão arterial ou de uma transfusão de sangue. 7) Retinopatia da prematuridade (ROP) Um crescimento anormal dos vasos sanguíneos oculares, denominado ROP, pode por vezes ocorrer nos bebês prematuros, especialmente naqueles que nascerem com antecedência de 12 semanas ou mais. Os médicos decidirão se a ROP desaparecerá sem intervenção externa ou se necessita de tratamento. . O tratamento poderá envolver cirurgia para impedir que o crescimento anormal se mantenha. 8) Taquipnéia transitória do recém-nascido Respiração rápida, que gradualmente melhora durante as primeiras horas ou dias e que não reaparece. Geralmente é devida ao líquido pulmonar fetal não ser tão bem reabsorvido no bebê prematuro quando comparado ao que acontece nos bebês com gestação completa. Os sintomas da taquipnéia transitória do recém-nascido assemelham-se aos da síndrome do desconforto respiratório e o tratamento em geral envolve a administração suplementar de oxigênio ao bebê através de um capacete de oxigênio ou por pressão respiratória positiva contínua (CPAP). 9) Infecção por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) A infecção originada pelo vírus sincicial respiratório (VSR) é a principal causa de doenças do trato respiratório inferior em bebês prematuros até um ano de idade. O VSR pode causar apnéia, bronquiolite e pneumonia em bebês. Os prematuros fazem parte de um grupo de crianças mais vulneráveis em virtude de seus pulmões estarem fracos, seu sistema imunológico estar pouco desenvolvido e de haver ausência de anticorpos maternos contra o VSR, que são normalmente transferidos da mãe para o bebê através da placenta nos últimos meses de gravidez. Por fim o pulmão é um dos últimos órgãos a se formarem, por isso quanto mais prematuro o bebê maior deverá ser a atenção com doenças respiratórias, mas deixo este assunto para um novo post em breve neste blog, ok?
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Exame detecta risco de parto prematuro com mais precisão

O pronto-socorro do Hospital e Maternidade Santa Joana em São Paulo oferece um teste que permite detectar com mais precisão o risco de pacientes atendidas entre a 24ª e a 34ª semana de gestação enfrentarem um parto prematuro. Trata-se de mais um fator de contribuição para o fechamento do diagnóstico, em conjunto com o ultrassom, o exame clínico e a monitoração fetal. Ele dá tranquilidade à equipe médica para mandar a paciente para casa, evitando internações desnecessárias. Este teste permite ainda que sejam tomadas medidas para beneficiar o bebê que nascerá em poucos dias, como a administração de corticoide para provocar maturidade pulmonar. O exame detecta a presença da proteína fibronectina na secreção vaginal da paciente e fica pronto em cerca de cinco minutos. Se o resultado for negativo, a chance de ocorrer um parto nos próximos dias é mínima.
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