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Calcule seu Índice de Massa Corporal (IMC)

Por que você acha que não deve engordar muito durante sua gravidez?

a) Isso aumenta o risco de ter problemas como hipertensão e diabetes gestacional?
b) O excesso de gordura dificulta o parto?
c) O corpo demora mais para voltar ao que era?

Todas as alternativas estão corretas. E agora os especialistas descobriram uma nova razão que promete fazer pensar quando se está na frente da geladeira: um estudo do Departamento de Cuidados Ambulatoriais e Preventivos da Escola de Medicina de Harvard sugere que os quilos que a grávida ganha podem ter influência na saúde da criança mesmo antes do nascimento. O trabalho mostra que gestantes com peso excessivo correm um risco maior de dar à luz bebês com peso acima da média e com risco de se tornarem obesos ainda na primeira infância.

No Brasil, o ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein Eduardo Zlotnik fez sua tese de mestrado sobre ganho de peso na gestação e concluiu que bebês que nascem com peso acima da média (a partir de 4 quilos) podem ter sérios problemas já ao nascer. "Por isso, são submetidos a um maior número de exames clínicos, além de um monitoramento mais rigoroso da respiração e da atividade neurológica. Eles também permanecem mais tempo no berçário e têm chances de desenvolver problemas metabólicos e obesidade já na primeira infância", diz. Essa herança pode ser um problema. "Sabe-se claramente que crianças obesas até os 2 anos de idade têm duas vezes mais chances de se tornar adolescentes ou adultos obesos", diz Durval Damiani, endocrinologista, chefe da unidade de endocrinologia pediátrica do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Por essas e outras, controlar o ganho de peso na gravidez é praticamente um ato de responsabilidade. E, algumas vezes, isso não significa apenas manter uma dieta equilibrada. "É preciso lembrar que a obesidade é multifatorial, ou seja, não tem apenas uma causa", diz Damiani. Questões como herança genética, idade da mãe, condições socioeconômicas (que interferem na qualidade da alimentação), alterações clínicas já existentes (diabetes, hipertensão e outras doenças crônicas) e questões comportamentais (beber, fumar), além de condições climáticas, que alteram o funcionamento do metabolismo, também devem ser consideradas. Por isso, algumas mulheres precisam de um acompanhamento diferenciado, com o auxílio de outros especialistas, como endocrinologistas e nutricionistas. E há, ainda, os benditos sentimentos. "Muitas vezes, a alimentação está relacionada a questões emocionais, e algumas mulheres acabam utilizando-a como uma fonte de afeto. Em alguns casos, é necessário até um acompanhamento psicológico", afirma o ginecologista e obstetra Daniel Klotzel.

O ganho de peso tem causas multifatoriais, incluvise emocionais

Mas, então, como controlar os ponteiros da balança? O primeiro passo é investigar as condições clínicas, genéticas, metabólicas e até sociais da grávida. O quanto ela vai engordar é uma questão muito mais complexa do que simples tabelas indicativas. O principal motivo é que a quantidade de calorias que a gestante deve consumir diariamente varia muito de acordo com sua altura e peso e se pratica atividades físicas regularmente, além do seu estado nutricional antes da gestação. A média de consumo calórico de mulheres saudáveis e ativas gira em torno de 1,8 mil calorias por dia. "Para as gestantes, a recomendação é que se acrescentem 300 calorias a partir do segundo trimestre, considerando o desenvolvimento do feto e o ganho de peso da mãe. No caso de gravidez de gêmeos, deve-se somar o dobro de calorias, mas tudo vai depender do estado nutricional da mãe e da recomendação do profissional que a estiver acompanhando", diz a nutricionista Heloísa Guarita, da RG Nutri Consultoria Nutricional.

Para quem já está num quadro considerado de obesidade ou muito acima de seu peso normal, e ainda não engravidou, vale a pena adiar a decisão por alguns meses e emagrecer. Pois, nesses casos, o controle de ganho de peso será mais intenso, e fazer uma dieta sem o efeito emocional dos hormônios pode ser muito mais fácil.

Quantos quilos ganhar?

No Brasil, não há consenso entre os obstetras. Há desde aqueles que recomendam entre 9 e 11 quilos, até de 7 a 14 quilos ou de 11 a 15 quilos. "A verdade é que há falta de consenso no mundo inteiro", afirma o ginecologista e obstetra Eduardo Zlotnik. Oficialmente, há duas tabelas indicadas pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) como referência para estimar o ganho de peso adequado na gestação. Uma delas segue o padrão recomendado pelo Instituto de Medicina dos Estados Unidos (IOM), que conclui que os bebês vão ter melhor peso e melhores condições ao nascer se a mãe engordar entre 11 e 16 quilos, considerando que ela inicie a gestação com peso normal e IMC de 19 a 26 (calcule o seu IMC usando a tabela). A outra tabela foi criada pelo médico Pedro Rosso, um professor de obstetrícia chileno, que tem padrões mais rígidos e que estima que a mulher deve engordar cerca de 15% do total de seu peso pré-gestacional.

A pesquisa realizada em Harvard avaliou grávidas de acordo com as indicações do Instituto de Medicina norte-americano. Os resultados mostraram que mesmo aquelas que respeitaram a tabela de ganho de peso estão entre as que tiveram bebês com maior probabilidade de serem obesos na primeira infância. E é justamente por isso que os pesquisadores sugerem que a tabela do instituto deve passar por uma revisão e indicar um ganho de peso menor. Enquanto isso não acontece, vale seguir o bom senso e engordar pouco, respeitando seus limites físicos e emocionais. Por você e por seu bebê.

Calcule seu Índice de Massa Corporal (IMC)

Para conhecer seu Índice de Massa Corporal faça uma conta rápida: seu peso dividido por sua altura ao quadrado. Ou: Peso (kg)/ altura (m²). Agora, confira como você está se saindo

Peso pré-gestacional = Quanto você pode engordar
Desnutrida = IMC menor que 19 de 12,5 a 18 Kg
Normal = IMC de 19 a 26 de 11,5 a 16 Kg
Com sobrepeso = IMC de 27 a 30 de 7 a 11,5 Kg
Obesa = IMC acima de 30 7 Kg

Fonte: IOM

Idéias para comer bem

Sugestões e possíveis substituições para você seguir uma dieta nutritiva, que aparece na saúde e não na balança. O cardápio é de 1,8 mil calorias/dia para quem está no início da gestação. A partir do segundo trimestre, se seu peso está normal, acrescente uma porção de frutas, uma de legumes e outra de grãos e cereais integrais.

Café-da-manhã

1 copo (200ml) de leite desnatado com café ou com 1 colher (sobremesa) de achocolatado ou 1 copo de iogurte
2 fatias de pão de forma integral ou 1 pão francês
1 fatia média de queijo branco ou 1 colher (sobremesa)
de requeijão light ou 1 fatia grossa de ricota
1 fatia de melão ou 1 maçã ou 1/2 papaia

Lanche da manhã

1 copo (200ml) de iogurte e 2 colheres (sopa) de granola ou 1 colher (sopa) de aveia e 1 banana-prata ou 1 copo de leite batido com fruta

Almoço

1 prato de sobremesa de rúcula, alface e 3 tomates-cerejas
1 colher (sobremesa) de uva-passa
4 colheres (sopa) de beterraba refogada
4 colheres (sopa) de arroz branco ou 3 pegadores de massa ao sugo ou 3 colheres (sopa) de arroz integral
3 colheres (sopa) de lentilha ou feijão ou grão-de-bico
1 sobrecoxa assada sem pele ou 1 bife ou 200g de peixe
1 mexerica ou 1 taça de gelatina ou 1 porção de fruta

Lanche da tarde

4 colheres (sopa) de salada de fruta com 2 damascos secos picados ou 1 fatia de pão de forma com 1 fatia média de queijo branco e 1 copo (200ml) de suco concentrado light

Jantar

1 prato de sobremesa de acelga, agrião e 3 azeitonas
3 colheres (sopa) de cenoura souté
3 colheres (sopa) de purê de mandioquinha ou purê de batata ou 3 colheres (sopa) de arroz branco ou integral
1 filé mignon grelhado com molho de champignon ou 1 filé de frango ou 1 filé de peixe grelhado, assado ou cozido
1/2 papaia ou 1 pêra ou 1 cacho pequeno de uvas

Ceia

1 xícara (chá) de erva-cidreira com 1 colher (chá) de mel, 2 torradas e 1 polenguinho light ou 1 copo (200ml) de iogurte ou leite desnatado com achocolatado

Fonte: Patrícia Cruz, nutricionista
Keystone

Fonte: Revista Crescer - Por Telma Egle