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Lágrimas nos olhos quando ouve uma música no rádio? Ou ao receber um e-mail com um mero cartão eletrônico? Não se preocupe. O choro fácil é tão normal quanto a barriga que cresce na gravidez

Por Daniela Venerando

Maria circulava pelo supermercado e só se comovia na hora de pagar a conta. Agora, no terceiro mês de gestação, ela não consegue passar pelo setor de fraldas sem que seus olhos fiquem marejados ao ver a foto do bebê do pacote. Se assiste a uma propaganda de sabão em pó com crianças correndo, nem se fala. Maria é uma personagem fictícia, mas certamente o sentimento de aperto na garganta pelos motivos mais banais que toda gestante tem é real.

É o que está acontecendo com a analista financeira Fernanda Godoi Maciel, 27 anos. Ela não pode ver as propagandas com bebês. "Toda vez meus olhos se enchem de lágrimas. O incrível é que desde o início da gravidez, há seis meses, parece que esses sentimentos se multiplicaram", diz ela rindo para não chorar. Asituação não é diferente para a maioria das gestantes. Aemoção fica literalmente à flor da pele. Tanto as sensações de alegria como as de tristeza se tornam exarcebadas. A grávida transforma uma briguinha de casal em uma tragédia, e o telefonema de uma velha amiga na maior das emoções.

A ciência e a psicologia

Segundo os especialistas não se trata de mito ou algo que a grávida coloca na cabeça. "A oscilação de humor da gestante tem a ver com as alterações no corpo, e acontece em outras fases da vida da mulher", explica a obstetra Silvana Chedid, da Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Tudo é culpa dos hormônios, que além do período gestacional, se estendem até o pós-parto e atacam o corpo da mulher na adolescência com a primeira menstruação e na menopausa, bagunçando totalmente o humor. No campo psicológico, as mudanças de humor são explicadas pela dualidade característica da situação. O período gestacional é repleto de alegria quando desejado, mas junto com o crescimento da barriga vêm dúvidas, temores e anseios.

"O choro é a forma de a grávida expressar esses conflitos interiores. Se esta é a melhor maneira de botar tudo para fora, que o faça. Não é bom para ela nem para o bebê reprimir os sentimentos", defende Patricia Bader dos Santos, do serviço de psicologia da Maternidade São Luiz, em São Paulo. É como se fosse uma TPM de longa duração. Foi assim que a psicóloga Fabiana Guerrelhaf, 32 anos, descreveu sua gravidez, hoje com 11 semanas. "Achei que estava com uma TPM elevada à décima potência. Ficava irritada, intolerante e tinha explosões de choro. Pensei comigo: não é normal, aí tem coisa. Decidi fazer o teste e confirmei a suspeita", conta.

O sentimento varia para cada pessoa. Depende ainda de fatores como a gravidez ter sido planejada ou não, a qualidade do relacionamento com o marido, as condições financeira, etc.

Lágrimas de desabafo

Muitas mulheres ficam preocupadas com esse choro fácil. Afinal, não deveriam estar felizes e radiantes por estarem esperando um filho? Mas saiba que é perfeitamente normal. Apressão contribui para fomentar esse estado emocional. Para a médica Silvana Chedid, um pouco desse choro fácil é culpa da própria sociedade que exige da grávida uma disposição que ela não tem. "Só se ouve que gravidez não é doença. Amídia mostra a cantora Carla Perez pulando Carnaval com barrigão, e a apresentadora Angélica magra como se não tivesse tido um filho", comenta Silvana. Mas a gestante tem lá suas peculiaridades, como dias em que está menos disposta. "Não é à toa que existe lei reservando assentos no transporte público. Só que a grávida se cobra muito e é pressionada pelos amigos e pela família a sempre estar contente, feliz e disposta."

Algumas não agüentam a situação e entram em crises de choro incontroláveis, seguidas ou não de atitudes mais depressivas. Outras têm real motivo para desconfiar das fantasias do período como as gestantes de risco. É o caso da analista de suporte técnico Denise Pinho de Carvalho. Tudo corria bem até ela ter uma contração no sexto mês. Foi direta para o hospital e não saiu mais de lá. Repouso absoluto. Tudo para o bebê ter chance de se desenvolver na barriga e nascer com mais saúde. "Tive várias crises de choro. Meu marido já precisou sair do trabalho para me confortar. Fico ansiosa pois quero preparar o enxoval e não posso. Só não perco o foco porque penso no melhor para meu filho", desabafa.

A ansiedade de Denise é perfeitamente normal para a situação difícil que está enfrentando. No entanto, para uma gravidez normal, é preciso observar se a tristeza é recorrente. Sinais como ficar muito tempo na cama e não ter disposição para nada são alguns deles. Fale imediatamente com o seu obstetra. Geralmente, quem percebe é o marido ou a família. O bom médico também fica atento a estas situações. É bom deixar claro que as depressões na gravidez são a minoria dos casos.

Momento de reflexão

O choro, muitas vezes, vem acompanhado de uma necessidade maior de introspecção. É natural que algumas grávidas queiram ficar mais em casa e comecem a refletir sobre a vida. Algumas das teorias que tentam explicar essa tendência dizem que a mulher fica assim porque descobre a finitude da vida. Ou seja, sente com mais nitidez o ciclo e a continuidade do ser humano. Outras relacionam o choro como uma maneira inconsciente de criar um lugar para o filho no mundo. Como se a mulher precisasse, por meio das lágrimas, elaborar a perda do próprio lugar de filha para assumir seu novo papel.

Muito filosófico, né? Quer simplificar? Nessa hora vale contar com o apoio dos amigos e dos familiares. Sim, os mesmos que te cobram sem perceber. Converse, desabafe e divida problemas, medos e fantasias com eles. Troque experiências com outras grávidas, leia livros, consulte sites. Um receio guardado a sete chaves vira um dragão de sete cabeças. Aproveite para cuidar do corpo e da mente.

Fonte: Revista Meu Nene.

O texto abaixo é da psicóloga Dra. Laila Pincelli da Mata:

A gravidez é um período de grandes transformações físicas e emocionais que exigem uma resposta adaptativa por parte da gestante e, consequentemente, das pessoas mais próximas a ela.

Além da forte influência dos hormônios sobre o psiquismo da gestante, outros fatores como características individuais e de personalidade, o momento de vida em que ocorreu a gravidez, se esta foi planejada ou não, a qualidade do relacionamento conjugal ou com o pai do bebê e o apoio familiar, são determinantes na maneira e intensidade como ela irá sentir todo este processo.

Do ponto de vista hormonal, a progesterona, os corticosteróides e as catecolaminas exercem efeito sobre o comportamento introspectivo e sobre as oscilações entre depressão e euforia bastante comuns durante a gestação.

Sendo assim, alguns sentimentos são descritos por gestantes com muita angústia e ansiedade. A ambivalência afetiva é caracterizada muitas vezes por períodos de alegria e motivação, intercalados com momentos depressivos e de desânimo. Dúvidas quanto ao querer e não querer estar grávida, momentos de irritação e forte sensibilidade algumas vezes chegam a assustar a própria gestante e seu cônjuge.

Vale lembrar que todos estes sentimentos, tantos os positivos quanto os negativos, com relação à gravidez são naturais em certa medida. É uma fase delicada, porém passageira, que pode representar uma oportunidade única de desenvolvimento emocional e fortalecimento de vínculo entre o casal. O apoio de pessoas queridas e de profissionais aptos a prestar orientações à gestante e seu cônjuge ajudam na compreensão e aceitação deste processo.