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Relógio biológico

Por Cristiane Rogerio e Patrícia Cerqueira

Pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,3% das mães têm entre 35 e 39 anos e 2% possuem entre 40 e 44 anos. Pode parecer pouco, mas confirma uma tendência que é sentida principalmente nas grandes cidades, quando as mulheres colocam a carreira e outras realizações à frente do sonho de ser mãe. Para ter uma idéia da mudança, até os anos 60, a mulher que dava à luz pela primeira vez após os 25 anos era classificada de primigesta idosa. E, por mais que isso faça parte do mundo moderno e as mulheres procurem informação, fica sempre aquela pulguinha atrás da orelha: o que a gravidez aos 35 tem de diferente?

Esclareça as principais dúvidas para você encarar essa gravidez bem tranqüila.

1) Diminuem as chances de engravidar aos 35 anos?

Sim. Uma mulher na faixa de 20 a 29 anos tem 22% de chance de engravidar a cada relação sexual com um parceiro sadio. Entre 35 e 40 anos, cai para 12%. E, acima de 40 anos, é de 8%. Além disso, a mulher com 35 anos já não ovula todos os meses.

2) Qual a diferença de uma gravidez aos 35 e aos 40 anos?

Nenhuma. A partir dos 35 anos, as mulheres começam a sofrer uma espécie de contagem regressiva. Aumentam as chances de ocorrer doenças como diabete e hipertensão. Com as alterações hormonais ou desequilíbrios metabólicos, elas podem ser desencadeadas caso a mulher possua predisposição genética ou histórico familiar. O excesso de peso também favorece a manifestação das enfermidades, principalmente se associado a uma vida sem cuidados básicos com a saúde.

3) O ideal seria, então, a mulher efetuar exames gerais antes?

Sim. Se ela fizer um check-up rigoroso, poderá identificar doenças como essas e também atualizar vacinas, como contra rubéola e hepatite. Pode também corrigir uma eventual anemia que certamente vai piorar com a gestação.

4) Por isso há mais riscos de prematuridade ou cesárea?

Sim. Tanto a hipertensão quanto a diabete são duas razões importantes que podem adiantar o término da gravidez. Não é que ela, necessariamente, vá entrar em trabalho de parto antes, mas, devido a complicações que essas doenças podem provocar, como a pré-eclâmpsia, o médico pode optar pelo adiantamento do parto para salvar o bebê, a mãe ou até ambos. Com o adiantamento, conseqüentemente, será um parto cesáreo. Da mesma forma, se essas doenças não existirem, as chances de parto normal aumentam.

5) Que outros problemas essa gravidez pode apresentar?

Como os óvulos têm um prazo de validade, o conteúdo genético deles já não é tão bom aos 35 anos. Isso pode provocar alguma falha e resultar em uma malformação do bebê. A campeã delas é a síndrome de Down.

6) Quais são as chances de a criança nascer com essa síndrome?

Começam de uma para 300, a partir dos 35 anos. Infelizmente, não há como reverter o quadro. Porém, quanto antes os pais souberem, melhor. Eles podem detectar também malformações como a hidrocefalia ou alterações urinárias e pulmonares, que podem ter intervenções cirúrgicas intra-uterinas. Se houver planejamento, o médico pode recomendar o ácido fólico, que é uma vitamina a partir do complexo B, para diminuir o risco de malformação.

7) Há uma recomendação especial de exames para a gestação nessa idade?

Dois exames são indicados. Um deles é a biópsia do vilo corial, na 13a semana. É um procedimento invasivo para estudar a placenta e ver possíveis alterações cromossômicas. Já na 15a semana, há a recomendação da amniocentese. Também invasivo e com o mesmo objetivo, só que nesse exame colhe-se um material do líquido amniótico. O médico pode recomendar um dos dois ou os dois, conforme as condições financeiras da paciente. Os riscos de aborto com os exames são de 0,05% na amniocentese e 0,5% na biópsia do vilo corial.

8) Que cuidados a mulher pode tomar se planejar uma gravidez tardia?

Os que são recomendáveis a qualquer pessoa: não fumar, fazer exercícios físicos regularmente, não beber álcool, ter uma dieta equilibrada e consultas médicas freqüentes.

9) Ela tem menos disposição física que outras grávidas?

A idade só muda quanto à composição celular, como exemplo, nesse caso, o envelhecimento do óvulo. A condição física está mais relacionada ao tipo de vida da mulher.

10) Então, a gravidez aos 35 não oferece mais riscos e, sim, mais atenção?

Sim. Se for bem monitorada e a mulher seguir as orientações, terá as mesmas chances de uma mulher mais nova. Fontes: Abner Lobão Neto, coordenador do Pré-natal Personalizado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Venina Viana de Barros, médica do Hospital e Maternidade Santa Helena e do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Tudo numa boa

A administradora de empresas Carla Loureiro (foto), 35 anos, começou a pensar no relógio biológico aos 32. 'Sempre quis muito ter filhos. Mas minha vida seguiu em outra direção. Fiz todos os cursos que desejei, viajei, mas então comecei a ficar preocupada se seria uma mãe velha ou se estaria cansada para uma criança. Fiquei apreensiva com a possibilidade de enfrentar mais problemas com a saúde', diz. A tensão foi sendo aliviada nas primeiras consultas com o obstetra. 'Descobri que temos muitos exames para monitorar a gestação', conta. Investigações feitas, Carla conduziu sua gravidez com tranqüilidade. A adrenalina ficou para o final: a pequena Maria deu sinais de que viria ao mundo às 6 horas da manhã do primeiro dia deste ano! 'O Réveillon foi em minha casa e fui dormir às 3 horas da manhã. Às 6 estourou a bolsa e corremos para o hospital. Às 8 começaram as contrações, às 10 recebi o alívio com a anestesia e às 12 horas eu já tinha 10 centímetros de dilatação. Meio-dia e 10 minutos, Maria já havia nascido de parto normal. Foi tudo em paz, como sonhei', conta Carla.

Fontes: Crescer, Abner Lobão Neto, coordenador do Pré-natal Personalizado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Venina Viana de Barros, médica.