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Em entrevista exclusiva, o dr. Frederico Peret, Comissão Nacional Especializada em Mortalidade Materna da Febrasgo, analisa a situação atual e mostra como é viável reduzir em 15% os atuais índices e atingir, até 2015, à meta sugerida pela OMS

A mortalidade materna é um dos grandes desafios da Medicina no mundo inteiro, além de ser considerada excelente indicador de saúde.

Os dados mais recentes, concluídos pelo Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, englobados no "Estudo de mortalidade de mulheres de 10 a 49 anos", acabam de ser divulgados. Trazem um quadro ainda grave, porém, com indícios de melhoras em diversos aspectos.

Da média de 54,3 por cem mil nascidos vivos, no conjunto de capitais, houve variação de 42/100.000 no Sul, a 73,2/100.000 no Nordeste.

Segundo o dr. Frederico José Amedee Peret, obstetra e presidente da Comissão Nacional Especializada em Mortalidade Materna da Febrasgo, é possível, sim, atingir a meta sugerida pela Organização Mundial de Saúde, com redução para abaixo de 40 por 100 mil por nascidos vivos. Confira a entrevista.

Em 2000, líderes mundiais dos 191 Estados-membros das Nações Unidas assumiram o compromisso de alcançar oito metas intituladas Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Entre os itens, há a redução da mortalidade materna em três quartos. Como o senhor vê esse desafio?

A quinta meta estabelecida neste documento diz respeito à saúde materna. Reduzir a mortalidade materna a níveis vistos em países de primeiro mundo, de 5 por 100mil nascidos vivos, ainda é uma média muito alta para o Brasil. Trabalhamos com a meta de 40 para cada 100 mil nascidos vivos, que é a estipulada para os países em desenvolvimento, nos quais estamos inseridos. Isso significava, à época, reduzir em 3/4 a mortalidade materna. Após três anos da assinatura do pacto, registramos redução da mortalidade materna em 7%. Em algumas regiões já estamos muito próximos do objetivo.

No Brasil, há regiões com índices 75% mais altos que em outras. Qual a razão para tamanha discrepância?

A mortalidade materna está diretamente relacionada ao fator socioeconômico da população, ao tipo de assistência de saúde oferecida. A razão de mortalidade é muito maior no norte e nordeste, se comparada ao sul e sudeste. No Paraná ou em São Paulo, os números são semelhantes, o que não ocorre se compararmos esses estados ao do Amazonas. Isso porque a população do norte-nordeste e também de algumas regiões do centro-oeste tem acesso menor à assistência de saúde, conseqüentemente um acesso menor ao pré-natal e uma assistência ao parto e puerperio não tão adequada.

Quais as principais causas de mortalidade materna no Brasil?

Dividimos as causas em duas categorias principais: obstétrica direta, decorrente da própria gravidez, como eclampsia, aborto inseguro, complicações infecciosas ou hemorragias na gravidez ou após o parto; e as indiretas, ou seja, algum problema preexistente, como hipertensão ou uma doença cardíaca, que foi agravada e levou ao óbito. No Brasil, 77% dos casos de óbitos maternos são por causas diretas e cerca de 25% por indiretas. O restante não é possível determinar por notificação inadequada. O importante é destacar que cerca 90% dos óbitos de mulher em idade reprodutiva no Brasil são casos evitáveis. O aborto inseguro é o principal deles, independentemente da região. Em 2005, por exemplo, foi a principal causa de óbito materno em Belo Horizonte.

Como é possível prevenir todos esses casos?

A prevenção deve acontecer em três etapas distintas. Planejamento familiar, para identificar as mulheres com risco de gravidez; neste caso o intuito é que possam se preparar para a gestação. A falha ainda nesta etapa leva mulheres que não podem engravidar, seja por falta de condições financeiras ou por complicações de saúde importantes, a protagonizar uma gravidez de alto risco. O segundo ponto é o pré-natal, relevante para identificar problemas durante a gestação. O atendimento à gestante deve ser cercado de cuidados que incluem um completo exame de admissão. Por fim, a correta assistência ao parto e ao puerpério, além da adequação das taxas de cesariana (ainda muito altas no Brasil).

Como o tipo de parto pode interferir nestes indicadores?

O Brasil tem uma taxa de cesarianas muito alta, uma das maiores do mundo, que precisa ser revista e submetida a um processo de adequação às realidades brasileira e mundial. Embora óbitos maternos possam estar associados a cesarianas, há casos em que o parto normal não é a via adequada. Sendo assim, a via de parto deve ser adequado para cada situação clinica e ou obstétrica. Devemos redobrar atenção para o pós-parto, porque hoje há mais óbitos por complicações depois do parto do que na gestação e no parto em si.

Como o senhor vê o programa de redução de Mortalidade Materna do governo federal?

As iniciativas pela redução da mortalidade materna foram instituídas há mais de dez anos. Em 2004, o governo resolveu ampliá-las ao propor o pacto pela redução mortalidade materna e também infantil e neonatal. Já há resultados palpáveis, com redução importante na mortalidade materna em cerca de 7%. Para ter resultados mais consistentes, é necessário melhorar as condições de vida da população de modo geral. É uma questão de indicadores sociais, indicadores de desenvolvimento. Qualquer iniciativa que melhore a condição socioeconômica reflete positivamente no óbito materno.

Segundo definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), a morte materna é aquela ocorrida durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independente da duração ou da localização da gravidez, devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não devida a causas acidentais ou incidentais. Após esse período, e em até um ano após o parto, também pode ocorrer o chamado óbito materno tardio.