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Cordão umbilical: vale a pena guardar?

A questão é polêmica. Ouvimos diversos especialistas para você ficar por dentro de inúmeros aspectos e tomar a decisão com maior segurança.

Toda grávida, hoje em dia, ouve a seguinte pergunta: você pretende guardar o cordão umbilical do seu filho?

Responder não é fácil. Primeiro porque é uma decisão que implica em um custo nada modesto. Segundo porque, cá entre nós, nem todos sabem, de fato, para que o cordão pode servir. E só com essas duas informações básicas dá para refletir sobre o assunto.

Assunto, aliás, capaz de despertar opiniões contra e a favor de profissionais muito respeitados ou seja, essa história de cordão umbilical ainda está longe de ser uma unanimidade. Antes de mais nada, clique aqui e entenda como é o procedimento.

O preço de guardar o cordão umbilical

O valor é alto e, atenção, você precisa pagar tudo até a hora do parto, sem deixar sequer um centavo para depois. E não termina por aí: ainda existe uma taxa anual de manutenção.

Na verdade, por enquanto, o que os médicos guardam é o sangue do cordão umbilical e não o cordão em si (clique aqui se quiser saber agora como é o procedimento).

E, só pela coleta, a despesa gira em torno de 4 mil reais. Na realidade, encontramos preços que vão de 3,5 a 5,5 mil reais. Todas as clínicas parcelam esse valor mas, atenção, só até o dia do parto.

Portanto, feitas as contas, quanto mais no início da gravidez é tomada a decisão, maior o número de parcelas, aliviando um pouco o bolso dos futuros papais.

Os bancos privados, onde esse material fica armazenado, cobram ainda uma taxa anual de cerca de 600 reais.

Uma alternativa é doar o cordão umbilical do seu filho para um banco público. Aí, como o próprio nome indica, o material ficará disponível para a população e não será de uso exclusivo de sua família.

"Essa é, a meu ver, a melhor escolha", diz a geneticista Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano, na Universidade de São Paulo (leia mais sobre a opinião dela).

No do banco público, não há custo algum para você nem sequer o da coleta. O valor será pago pelo sistema de saúde.

As doenças tratadas com o cordão umbilical

Do sangue encontrado ali dentro, os cientistas purificam células capazes de combater as mesmas doenças que seriam tratadas com um transplante de medula.

Hoje as doenças que podem ser tratadas com células extraídas do cordão umbilical são as mesmas para as quais os médicos indicam o transplante de medula óssea.

As principais são: a maioria das leucemias e linfomas, a talassemia, as anemias graves, como a do tipo falciforme, imunodeficiências congênitas e doenças genéticas raras, como a adrenoleucodistrofia, que ataca os nervos.

Mas eis a questão: muitos especialistas defendem que usar as células da própria pessoa, caso uma dessas doenças se manifeste, pode não funcionar.

“Ora, as células armazenadas da criança podem ter o mesmo defeito. Ou seja, não podemos dizer que um transplante autólogo – de células do próprio paciente – seja uma alternativa”, critica o geneticista Carlos Alberto Moreira Filho, que é professor da Universidade de São Paulo e diretor superintendente do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo ele, a explicação é a seguinte: se a pessoa apresenta determinada doença, é provável que as suas células armazenadas tenham o mesmo defeito, invalidando a idéia do autotransplante.

Seria possível tratar esses males com células extraídas do cordão umbilical?

Sim, mas com células de doadores, encontradas em bancos públicos.

O que pode mudar nos próximos anos é o tipo de material congelado: em vez de ser apenas o sangue, um pedaço do cordão em si.

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos do Genoma Humano, na Universidade de São Paulo, demonstrou que o tecido do cordão é riquíssimo em células mesenquimais, isto é, poderão ser usadas, por exemplo, para a regeneração de ossos, dentes e músculos. Quem sabe... Por enquanto, ainda é uma promessa.

O que é um banco de cordão umbilical

Trata-se do local em que o material colhido, logo depois do nascimento da criança, fica armazenado. A questão é escolher entre o banco público e o privado

Se você tem interesse em armazenar as células do sangue do cordão do seu filho para que, no futuro, ele mesmo ou alguém da sua família possam utilizá-las, então comece a visitar desde já, durante a gravidez, os bancos privados.

Existem pouco mais de dez espalhados pelo país e é preciso ver qual atende a região onde você mora. Em geral, a maternidade informa com qual está acostumada a trabalhar.

No dia do parto, o próprio obstetra poderá coletar parte do sangue do cordão e armazená-lo em uma bolsa para que seja posteriormente congelado. O processo é rápido e não implica em dor nem para a mãe nem para o filho.

Não se sabe ao certo por quanto tempo o material pode ficar congelado. “Os bancos mais antigos, nos Estados Unidos, têm amostras com quase 20 anos que continuam viáveis”, explica Nelson Hidekazu Tatsui, hematologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e diretor técnico da Criogenesis, um banco particular.

O Brasil já conta também com três bancos públicos para doações, e um projeto financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê que cheguem a 12 nos próximos três anos, espalhados nas mais diferentes regiões do país.

Eles têm a mesma função dos bancos de medula óssea, já que as células de cordão são usadas para tratar as mesmas doenças. “A vantagem de usar as células de cordão em vez daquelas da medula é que, por serem mais jovens, elas se adaptam melhor a outro organismo, sem causar tanta rejeição”, explica a hematologista Andreza Ribeiro, responsável pelo banco de sangue de cordão do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. “Com isso, a compatibilidade entre o doador e o receptor pode ser parcial, não precisa ser completa.”

Segundo a médica, a desvantagem seria uma questão de quantidade: “No sangue de cordão, encontramos um número de células-tronco dez vezes menor do que na medula. Ou seja, uma amostra insuficiente se precisarmos tratar um adulto”.

Para driblar o problema, diversas pesquisas realizadas mundo afora buscam otimizar o uso do sangue de cordão, utilizando material de mais de um doador numa única transfusão ou multiplicando as benditas células-tronco em laboratório.

O que são células-tronco

Grande aposta da medicina, elas provocam bastante polêmica. Mas existe uma diferença entre as extraídas do cordão e as que são retiradas de embriões humanos.

Existe uma polêmica sem fim quando o assunto é usar células-tronco de embriões. Vamos colocar cada célula em seu devido lugar: isso não tem muito a ver com o material extraído do cordão umbilical na hora do parto.

Para o começo de conversa, entenda que uma célula-tronco ainda não se decidiu sobre o que pretende ser na vida. Em tese, pode se transformar nos mais diversos tecidos do corpo humano. Por isso, seriam tão valiosas – capazes de repor o que perdemos ou substituir o que está doente. As células-tronco retiradas de embriões – geralmente, embriões congelados, desprezados em clínicas de fertilização assistida – realmente podem se transformar em qualquer tecido. Já as extraídas do cordão, apesar de, sim, serem do tipo tronco, são adultas. Portanto, pelo menos com a tecnologia existente hoje, não podem virar o que bem entendermos – no máximo, se transformam em glóbulos do sangue novinhos em folha.

Por Ivonete Lucírio

Fonte: http://www.bebe.com.br