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A ansiedade vai a mil na reta final da gravidez. Principalmente quando é o primeiro filho e a gente não tem idéia de como as coisas vão rolar no hospital. Não seja por isso! Adiantamos aqui o roteiro básico da estadia na maternidade

As últimas semanas de gravidez são um suspense só. Qualquer coisinha diferente a gente já pensa: "Chegou a hora! E agora?" É uma sensação meio esquisita de ansiedade misturada com alívio. Depois de tanta espera, finalmente chega o momento de o bebê nascer, mas o que vai acontecer exatamente na maternidade? Para evitar tensão desnecessária, pensamos neste roteiro básico que mostra o que te espera. Pronta?

A primeira pessoa que você verá pela frente é a enfermeira-obstetra. Enquanto seu acompanhante cuida da papelada e da burocracia de internação, é essa a profissional que se encarrega da triagem para determinar em que estágio do trabalho de parto você está e identificar eventuais problemas que possam indicar a necessidade de uma possível cesariana, por exemplo. Depois de verificar seu cartão de pré-natal e lhe fazer uma série de perguntas (o intervalo entre uma contração e outra, se a bolsa já rompeu, se há sangramento ou secreção vaginal), ela fará alguns exames: mede sua pressão e temperatura; escuta o seu coração; com o exame de toque verifica a dilatação, a situação da bolsa e do líquido amniótico e a altura e posição do bebê. Checa se está tudo bem com ele usando um sonar, aparelho que capta os batimentos cardíacos dele. Terminada a avaliação, passa todas as coordenadas para seu médico.

Dependendo das condições e do estágio do trabalho de parto, você segue para o quarto e tem um tempinho pra arrumar as coisas lá. Aproveite para já deixar separada a tal da primeira roupinha que seu filho irá vestir, aquela que você já arrumou mil vezes, sabe? Agora, é só dizer onde ela está para vestir a cria daqui há um pouquinho de tempo.

Nos últimos dias antes do parto, carregue sempre com você o cartão de pré-natal – nunca se sabe onde e quando a bolsa irá romper ou começarão as contrações. “Essa ficha é uma espécie de resumo das informações colhidas por meio dos exames feitos pela gestante”, explica o obstetra Rodrigo de Oliveira Leite, da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. Também é bom fazer uma pastinha com todos esses exames: assim estarão à mão, caso você ou seu marido precisem pegá-los na correria. E não esqueça o cartão do convênio de saúde, a carteira de identidade e o telefone do seu obstetra. Tudo separadinho, junto com a mala de roupas sua e do bebê.

Trabalho de parto

Você já deve ter ouvido histórias de partos que duraram três horas e de outros que chegaram a dez. Na verdade, o parto vaginal leva, em média, nove horas, no primeiro filho, e em torno de quatro nos outros. Já a cesárea dura cerca de uma hora entre a anestesia e finalização do parto (contando uma cirurgia sem complicações). No parto vaginal, a parte mais longa é a que os médicos chamam de pré-parto. Durante esse período, dependendo das contrações e de seu estado, você poderá ficar no quarto ou na sala de pré-parto. Só irá para o centro cirúrgico quando estiver com cerca de 10 centímetros de dilatação.

Enquanto isso não acontece, você terá de dar tempo ao tempo para que as contrações façam o trabalho: abrir o colo do útero para que o bebê passe. Seu marido ou alguém de sua família pode ficar a seu lado lhe confortando. A enfermeira-obstetra continua controlando sua pressão, temperatura e batimentos cardíacos, além de registrar o intervalo entre as contrações e a duração. Gestantes de risco (diabéticas, asmáticas ou com problemas de hipertensão ou de coração) são monitoradas com o cardiotocógrafo, um aparelho que registra a intensidade das contrações e os batimentos cardíacos do bebê, que devem estar em sincronia. Caso contrário, pode ser indício de alguma complicação e talvez uma cesariana seja indicada.

É nessa etapa também que a enfermeira coloca o soro, puncionando uma das veias de seu braço. Se as contrações se mostrarem fracas ou irregulares, o médico poderá ministrar o hormônio ocitocina, um procedimento chamado de indução do parto. Para aliviar as dores das contrações, as gestantes que fazem parto normal podem solicitar a analgesia. A mais indicada é a peridural, que pode ser aplicada com 5 a 6 centímetros de dilatação. Mas quem tem uma sensibilidade mais aguçada pra dor pode receber essa analgesia até com 3 centímetros de dilatação, depende do médico. Em casos de cesariana, a anestesia mais comum é a raquidiana, que é aplicada em apenas uma dose, não em doses menores e seletivas como a peridural.

Entre os preparativos iniciais, as auxiliares de enfermagem costumam fazer a tricotomia, a raspagem dos pêlos pubianos, um procedimento que tem sido dispensado em partos normais, mas ainda é adotado em cesariana. Outra rotina antiga, a lavagem intestinal, só é usada em partos com anestesia geral, o que é raro hoje em dia.

Enfim, o parto!

No estágio final do trabalho de parto você segue para o centro cirúrgico. Na maioria das maternidades, o marido pode acompanhar a gestante. No parto normal, ele permanece o tempo todo com a mulher, até o período de pós-parto. Mas na cesariana fica só até o nascimento do bebê, pois ela é levada para uma sala de recuperação pós-anestésico. Na sala de parto, você é colocada em uma mesa cirúrgica que, nos partos normais, permanece com a cabeceira elevada e tem perneiras laterais para a gestante ficar em posição ginecológica. Assim estará pronta para o trabalho de expulsão do bebê, em que terá de fazer muita força. Quando ele nascer, você o verá por alguns momentos e logo depois o neonatologista o encaminhará para os exames de praxe e um período de descanso em um bercinho aquecido a 37 graus. Vocês só se reencontrarão de três a quatro horas depois, já no quarto.

De volta ao quarto, as primeiras seis horas depois do parto merecem atenção redobrada – a equipe de enfermagem fica de olho em sinais de hemorragia, um dos principais riscos dessa fase. De tempos a tempos, as enfermeiras checam sua freqüência cardíaca, a pressão e se a contração do útero está regular. Recuperando-se do esforço e dos anestésicos, você ainda fica no soro. Quem faz parto normal, por não sentir tanto os efeitos da analgesia, pode se alimentar logo depois de dar à luz, e não precisa ser uma dieta especial.

Além disso, apesar de ter perdido sangue e sentir um pouco de fraqueza e tontura, dá pra levantar da cama e tomar banho sem grandes problemas, embora seja bom contar com uma enfermeira ao lado.

Já quem faz cesárea poderá comer apenas seis horas após o parto, e de preferência uma refeição leve indicada pelo médico. O ideal é que só se levante depois de se alimentar, porque, além da tontura causada pela perda de sangue, a anestesia deixa a paciente mais cansada. Depois desse período, esticar as pernas é até bom. Os médicos recomendam que, por volta de oito horas pós-cesárea, a mãe ande pelo quarto e pelo corredor do hospital para ajudar no funcionamento do intestino e aliviar as dores causadas pela distensão intestinal decorrente da anestesia. Como um de seus principais componentes é a morfina, quem faz cesariana pode passar por alguns desconfortos no pós-parto, como coceira na região nasal e no resto do corpo e dificuldade para fazer xixi. Nada demais, vai!

Hora de amamentar

Faz parte do roteiro algumas “aulinhas” ministradas pelas enfermeiras. Tem umas bem chatas, sim; tomara que você dê sorte de pegar uma bacana, que afine com você, mas, se topar com uma dessas enfermeiras mandonas, respire fundo e tente ouvir o bom que elas têm pra te dizer. A primeira aula é a da mamada, motivo de ansiedade e expectativa, claro, por isso, muita calma nessa hora, quando ela vem com o bebezinho e o coloca em seu peito. Pronto, está ali , você e ele. Aproveite! Tente ficar beeeeem tranqüila: não é pra tirar de letra logo de cara. Você não nasce sabendo amamentar, nem seu bebê ainda sabe mamar. É um aprendizado que leva um tempo, sim, e precisa calma, muita! E entrosamento. É um assunto de vocês dois, não deixe ninguém te perturbar, nem a enfermeira, que muitas vezes, mesmo cheia de boas intenções, pode fazer parecer que é tudo simples demais. Não é. Respeite seu ritmo, seu jeito. Confie em você. As pessoas estão ali para te ajudar, não para mandar em você e, se elas estiverem atrapalhando, faça valer a sua vontade. Às vezes, palpite demais atrapalha. Também não se assuste com a quantidade minguada de líquido que sairá das mamas. “O colostro, esse primeiro ‘leite’, é pouquinho mesmo, mas dará a proteção necessária para o bebê. É a sucção dele que estimula a vinda do leite, que começará a descer por volta de 48 horas depois do nascimento”, explica a obstetra Luciana Taliberti, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

Outro momento crucial é o da demonstração do banho. Vendo a enfermeira manejar aquele pacotinho todo mole e chorão dá uma baita insegurança. Desencana! Você vai descobrir seu jeito. Mas, até lá, não tenha vergonha de perguntar tudo o que você quiser, quantas vezes precisar. Você está aprendendo, não tem obrigação de nascer sabendo e não é uma mãe péssima porque não sabe dar banho, por exemplo. Vá com calma. Se respeite que as coisas vão acontecendo. “Esses sentimentos de insegurança são supernormais. Alguns cuidados não são instintivos, e sim atos aprendidos. A equipe de enfermagem está treinada para tirar as dúvidas que surgirem”, afirma a obstetra Cristiane Alves, da Maternidade Perinatal de Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

Chegou visita!

Um nascimento é um grande acontecimento que muda a vida da família inteira. Sem dúvida! Por isso, totalmente normal que todo mundo queira estar perto, participando, comemorando. Aí você tem de ver direitinho como é o seu temperamento, como você funciona para poder resolver como agir. Que os avós, tios, amigos, enfim, que todo mundo vai querer visitar vocês na maternidade, isso é certo. E você? Talvez, nesse momento, mais do que ver tanta gente, você queira mesmo é descansar. Ou não, você não se importa com o buchicho. A questão é superpessoal. Mas leve em conta que se você quer ficar tranqüila, na sua, não hesite em pedir um pouquinho de silêncio e privacidade quando precisar, especialmente na hora da amamentação. Você está conhecendo seu filho, tendo de aprender um monte de coisas, precisando de calma e de muito descanso. “Alguns visitantes não respeitam muito o espaço da mãe. Nesses casos a melhor solução é chamar a enfermeira que, com jeitinho, pedirá que alguns visitantes saiam do quarto”, aconselha Fabiana Veras, coordenadora de enfermagem do São Luiz. Seu acompanhante também pode atender à chuva de telefonemas que cai em seu quarto e funcionar como um filtro nas horas em que você preferir descansar um pouquinho em vez de ficar pendurada na linha.

O ideal é liberar as visitas apenas para familiares e amigos mais chegados, e deixar alguém encarregado de ligar para as outras pessoas avisando sobre o nascimento e dizendo que o casal ficará feliz em recebê-los quando voltar para casa. Muitas maternidades colocam as fotos dos recém-nascidos em seus sites, o que serve para matar a curiosidade dos amigos que querem ver logo a carinha da criança.

A ida pra casa

No segundo dia de maternidade já pode bater uma certa ansiedade de voltar pra casa. Porém, o recém-nascido deve ficar no hospital por no mínimo 48 horas. Durante esse período o pediatra irá monitorar as funções corporais do bebê, o peso e após 24 horas será feito o teste do pezinho, que serve para detectar diversas doenças metabólicas, genéticas ou infecciosas. Além disso, o médico precisa ver se ele apresenta icterícia, uma alteração orgânica que deixa a pele do neném um pouco amarelada e que é tratado, em geral, com banho de luz.

As mães que realizaram o parto normal recebem alta geralmente de 24 a 48 horas, mas têm de esperar o bebê, é claro. E tem muita mãe que gosta de ficar no hospital, porque tem gente ajudando, dá para descansar melhor. Quem faz cesariana geralmente fica internada entre 48 e 72 horas. Alguns médicos preferem que a paciente só saia do hospital após ter evacuado, para evitar que ela passe pelo desconforto de uma constipação intestinal em casa.

NO QUARTO COM A MÃE

De duas décadas para cá, o alojamento conjunto, aquele em que o bebê fica no quarto com a mãe, se popularizou e hoje 73% dos hospitais e maternidades particulares do Brasil oferecem essa opção. Em vez de ir para o berçário, o recém-nascido fica o tempo todo ao lado da mãe – as enfermeiras só o levam para fazer exames, dar banho ou quando a mãe desejar descansar, tomar uma ducha etc. Na maioria das vezes, o pai ou outro acompanhante pode dormir no quarto com ela, em um sofá-cama.

MATERNIDADE OU HOSPITAL?

Essa escolha deve ser feita logo nos primeiros meses de gestação, para que os pais tenham tempo de visitar o lugar e verificar se tem tudo o que esperam e precisam. Hospital geralmente dispõe de recursos como UTI, equipe permanente e variada de especialistas e outros instrumentos que podem ser necessários no caso da gestante precisar de uma intervenção mais séria. “Sem dúvida, essa estrutura oferece mais segurança, especialmente se a gravidez é de risco, como no caso de mulheres mais velhas ou com problemas de saúde”, diz o obstetra Soubhi Kahhale, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

A maternidade também tem as suas vantagens. “Lá o risco da mãe ou do bebê pegar uma infecção é menor, já que a maternidade atende apenas gestantes”, informa Soubhi. Qualquer que seja sua escolha, é importante observar se o lugar possui equipe fixa de anestesistas, uma boa enfermaria e UTIs adulta e neonatal. “Às vezes grandes hospitais não possuem UTI neonatal, um item extremamente importante se o bebê for prematuro, por exemplo”, explica o obstetra Rodrigo de Oliveira Leite, da Casa de Saúde São José, do Rio de Janeiro.

CERTIDÃO DE NASCIMENTO

Muitas maternidades já dispõem de um tabelião a postos para que os pais saiam de lá com o filho devidamente registrado. Se este não for o caso da sua, nas duas primeiras semanas a família pode optar por fazer o registro no cartório mais próximo do hospital ou da residência. Após 15 dias, apenas nesse último. O processo todo é simples: assim que o bebê nasce é emitido um documento chamado Declaração de Nascimento Vivo (DNV), preenchido com informações da equipe médica. São três vias: uma do hospital, os pais ficam com outra e a terceira vai para o cartório. Se o registro for feito no hospital, a via que deveria permanecer no cartório é entregue ao tabelião. Além da DNV é preciso apresentar a carteira de identidade do pai e da mãe, a certidão de nascimento de ambos (se não forem casados oficialmente) ou a certidão de casamento. No caso de pais solteiros e menores de 21 anos, é necessária a presença dos avós do recém-nascido. Quando os pais são casados oficialmente, basta que um deles compareça para registrar a criança. Caso não, quem deve ir é o pai. Se for só a mãe, por incrível que pareça, não é permitido colocar o nome do pai na certidão.

CHECKLIST / PARA NÃO ESQUECER

Agenda de telefone, para avisar os amigos e com o numero do obstetra, do plano de saúde...

Relógio com ponteiro de segundos para registrar as contrações.

Câmera fotográfica, caderno e caneta; se você quiser registrar o que está acontecendo, quem ligou etc...

Camisolas, pijamas e robe bonitinhos, porque um monte de gente vai te ver na cama, e uma roupa bem confortável para voltar pra casa (lembre que o normal é sair de lá com a barriga ainda inchada).

Meias quentinhas, principalmente se for parto normal, pois a gestante fica com os pés para o alto e o efeito da anestesia pode deixá-los gelados.

O enfeite da porta do quarto e as lembrancinhas de maternidade. E charutos para o pai e os amigos, eventualmente um champanhe (por que não?) e uns docinhos e delicinhas para as visitas.

A mala com as roupas do bebê, óbvio!!!!!

CONSULTORIA

Dra. Cristiane Alves, mãe de Igor e Caroline, obstetra da Maternidade Perinatal Laranjeiras. Tel. (21) 2102-2300
Fabiana Veras, mãe de Victor e Ana Flávia, coordenadora de enfermagem da Maternidade São Luiz. Tel. (11) 3040-1400
Dra. Luciana Taliberti, filha de Sandra e Eugênio, obstetra da Maternidade São Luiz. Tel. (11) 3040-1400
Dr. Rodrigo de Oliveira Leite, pai de Pedro, obstetra e ginecologista da Casa de Saúde São José. Tel. (21) 3461-7661
Dr. Soubhi Kahhale, pai de Paulo, Pedro e Rafael, obstetra e ginecologista, livre docente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Tel. (11) 3069-6445